Utilização prevista da ligação por aprendizado de Máquina – MACHINE LEARNING

O cálculo de ligações em aço muitas vezes se resume a uma compensação entre tempo e otimização. O método CBFEM fornece resultados precisos, mas exige um processamento para que as informações de uso da ligação sejam exibidas. Saiba como o aprendizado de máquina pode ajudar engenheiros a comparar rapidamente opções de modelagem e tomar decisões melhores antes de executar uma primeira análise.

Qual é a solução com maior utilização?

É mais eficiente usar duas fileiras de parafusos M12 ou uma única fileira de parafusos M16? Para responder a essa pergunta em um fluxo de trabalho típico, modelaríamos uma opção, executaríamos a análise, depois modificaríamos o projeto e executaríamos outro cálculo. Cada modificação significa outra iteração, mas a verdade é que quase nenhum engenheiro tem tempo para passar horas verificando e testando o que é melhor.

Mas e se houvesse uma maneira diferente?

Você poderia usar os templates treinados por aprendizado de máquina do IDEA StatiCa e ver imediatamente a utilização prevista do projeto e executar a análise apenas quando encontrar o melhor ajuste.

Como funciona na prática?

Na prática, essa abordagem não é totalmente nova. Ela se aproxima de como engenheiros experientes já pensam. Um engenheiro estrutural experiente pode olhar para uma ligação em aço e imediatamente perceber se ela é razoável ou potencialmente problemática. Não porque ele percorre todas as verificações dos componentes na cabeça em segundos, mas porque já viu centenas ou milhares de ligações semelhantes antes. O aprendizado de máquina funciona de maneira semelhante. Ele compara a configuração atual com um grande conjunto de dados de projetos analisados anteriormente e estima sua utilização com base no que aprendeu com situações semelhantes. Isso permite que engenheiros respondam rapidamente à pergunta de qual é a melhor solução. Com apenas alguns cliques é possível observar que, se o objetivo é a utilização máxima, duas fileiras de parafusos M12 são mais eficientes do que uma única fileira de parafusos M16 antes mesmo de executar a análise.

Com a combinação com o cálculo paramétrico, isso torna todo o processo de cálculo muito mais eficiente

Como o aprendizado de máquina é usado no IDEA StatiCa

O aprendizado de máquina não é usado para substituir a análise estrutural, mas sim para construir sobre ela. A introdução do método CBFEM foi um grande passo à frente. Ele permitiu que engenheiros analisassem qualquer ligação em aço, independentemente de sua complexidade. Em vez de depender de suposições simplificadas, engenheiros agora podem trabalhar com uma abordagem consistente. No entanto, essa generalidade tem um custo. Em comparação com métodos analíticos, a análise baseada em MEF é computacionalmente exigente. Como resultado, explorar variantes de projeto torna-se mais trabalhoso. É aqui que entra a etapa dos templates treinados por aprendizado de máquina. Os templates de aprendizado de máquina são construídos diretamente sobre o CBFEM. Em vez de simplificar a física, eles aprendem com ela.

Um elevado valor de composições de modelagens de ligações é gerado e avaliado usando o CBFEM. Cada um desses casos, definido por sua geometria, carregamento, chapas, soldas e parafusos, produz resultados precisos em termos de utilização. Esse conjunto de dados é então usado para treinar um modelo de aprendizado de máquina que captura a relação entre parâmetros de entrada e a resposta estrutural. O resultado é um modelo preditivo que pode estimar a utilização de uma ligação, semelhante a uma planilha Excel bem elaborada.

Assim que o usuário estiver satisfeito com a utilização prevista, a verificação final deve ser realizada executando o cálculo padrão de tensões/deformações. Apenas o resultado calculado representa a verificação real de acordo com a norma selecionada.

Experimente você mesmo e veja o quão rapidamente você pode avaliar múltiplas opções de projeto e compará-las antes de executar um único cálculo.

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Precisão e agilidade no CÁLCULO de ligações: engenheiros brasileiros remodelam seu fluxo de trabalho

À medida que os projetos ganham complexidade, a eficiência e a precisão tornam-se cada vez mais vitais. A empresa brasileira CODEME, em conjunto com a BIM WORKS Brasil, aprimorou seu processo de cálculo de ligações utilizando o IDEA statica, substituindo o trabalho manual por um fluxo de trabalho integrado e mais rápido, reduzindo o tempo de projeto em detalhamentos complexos de aço em mais de 90%.

Com a expansão dos projetos da CODEME, os engenheiros enfrentaram uma pressão crescente para entregar cálculos precisos em prazos cada vez menores. A equipe frequentemente lidava com estruturas mais complexas de aço e concreto, que exigiam uma verificação confiável de forças e detalhamento.

Para acompanhar as demandas crescentes, eles precisavam de uma maneira de reduzir o trabalho manual, melhorar a precisão e garantir que cada projeto cumprisse o cronograma. Planilhas tradicionais foram úteis por anos, mas já não eram suficientes para atender à complexidade e ao ritmo da engenharia moderna.

O desafio – precisão sob pressão

Cada ligação de aço complexa exigia horas de inserção manual e cálculos de forças. Uma única ligação poderia levar até seis horas para ser finalizada. Além disso, a integração dos resultados de diferentes plataformas de projeto nos fluxos de trabalho BIM subsequentes, criava atritos extras e aumentava o risco de inconsistências.

Com mais projetos internacionais no horizonte, outro desafio surgiu: a necessidade de comunicar os resultados com clareza em vários idiomas. Os engenheiros precisavam entregar documentação precisa, que os clientes no exterior pudessem entender e verificar facilmente.

A equipe da CODEME percebeu que melhorar a precisão, a clareza e a velocidade exigiriam uma mudança tanto no processo quanto nas ferramentas.

A abordagem – conectando ferramentas e equipes

Para superar esses desafios, a CODEME implementou o IDEA StatiCa, em estreita colaboração com a BIM WORKS Brasil, integrando-o diretamente em seu fluxo de trabalho existente com Autodesk Robot e Tekla Structures. Isso permitiu que os engenheiros importassem todas as forças atuantes em um nó diretamente para o IDEA StatiCa Connection e realizassem a verificação completa de todos os componentes em um único ambiente.

Essa interoperabilidade eliminou a transferência manual de dados e simplificou a verificação. Os engenheiros agora podiam modelar, calcular e documentar ligações com total precisão, economizando horas valiosas e reduzindo o risco de erro humano.

“Antes, nosso processo de cálculo de ligações era tedioso e lento. Agora é preciso e eficiente.”

O que mudou – clareza, confiança e colaboração

O impacto foi imediato: o que antes levava seis horas agora podia ser concluído em apenas alguns minutos, economizando mais de 90% do tempo de engenharia.

Além da velocidade, o IDEA StatiCa trouxe novos níveis de transparência para a CODEME. Cada etapa de cálculo era armazenada e rastreável, permitindo que os engenheiros revisassem os resultados, validassem suposições e tomassem decisões mais bem fundamentadas.

Os relatórios em diversos idiomas também fizeram uma diferença real. Ao gerar relatórios em português, inglês e espanhol, a equipe superou as lacunas de comunicação com clientes internacionais e evitou mal-entendidos durante as aprovações de projeto.

“Isso nos ajudou a nos comunicar com mais clareza com os clientes e tornou as discussões técnicas muito mais fáceis.”

Lições aprendidas – pessoas e suporte são importantes

Por trás de toda mudança bem-sucedida há um grande suporte. Os engenheiros da CODEME valorizaram a assistência técnica rápida e competente que receberam da equipe de suporte do IDEA StatiCa durante a implementação. Isso lhes deu confiança para adotar o novo processo sem interromper os projetos em andamento.

“O suporte técnico sempre foi prontamente disponível e competente. Nós valorizamos muito isso.”

Ao combinar interoperabilidade, automação e uma comunicação eficaz, a CODEME não apenas melhorou a eficiência, mas também fortaleceu a colaboração com parceiros e clientes. Seu fluxo de trabalho tornou-se mais previsível, sua documentação mais clara e seus resultados mais seguros e com melhor custo-benefício.

Principais benefícios

  • Economia de 90% do tempo por ligação complexa
  • Fluxo de trabalho totalmente rastreável para maior confiança
  • Relatórios em diversos idiomas para apoiar a colaboração internacional
  • Entrega mais rápida e comunicação mais clara entre as equipes

A experiência da CODEME mostra que o progresso na engenharia não se trata de fazer mais. Trata-se de fazer as coisas de maneira mais inteligente, com precisão, clareza e confiança.

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Quando uma ligação de cisalhamento transmite momento fletor

O que é uma ligação de cisalhamento em estruturas metálicas? A resposta mais simples seria uma ligação que transmite apenas uma força de cisalhamento e o momento fletor é nulo. Embora este seja frequentemente o caso, em algumas situações, também existe um momento fletor atuando na ligação de cisalhamento, o que pode se tornar crítico para o dimensionamento da ligação. Então, é hora de uma análise mais detalhada.

A imagem de título mostra três ligações típicas de uma viga I por meio de uma chapa de cisalhamento vertical a um pilar ou a uma viga de apoio horizontal.  Cada uma dessas ligações se comporta de maneira diferente ao transferir cargas. Vamos analisá-las uma a uma.

Ligação A

A Ligação A é um caso muito típico de ligação simples de cisalhamento, na qual uma viga horizontal é conectada a um pilar por uma chapa com um pequeno número de parafusos em uma linha. Obviamente, a rigidez rotacional desta ligação será muito pequena. Além disso, levando em consideração as tolerâncias nos furos dos parafusos, é comum na prática de projeto considerar a ligação como articulada. A distribuição dos momentos fletores no elemento conectado é mostrada na figura. Há momento fletor nulo no ponto de conexão e os parafusos transmitem apenas a força vertical de deslocamento Vz. Por outro lado, a solda que conecta a chapa ao pilar está submetida a uma força de deslocamento Vz e a um momento fletor M = Vz · e.

No aplicativo IDEA StatiCa Connection, este tipo de resposta e carregamento pode ser facilmente modelado inserindo apenas a força de cisalhamento vertical e definindo a posição da carga no centro dos parafusos.

Ligação B

Vejamos um segundo exemplo de projeto de ligação de cisalhamento. A Ligação B é outro tipo de ligação simples de cisalhamento, frequentemente usado em estruturas metálicas. Neste caso, a viga I é conectada à viga de apoio perpendicular com seção I. Tipicamente, isso pode ser uma ligação de uma viga de piso à viga de borda. Suponha que o próprio piso não consista em uma laje rígida. Além disso, os movimentos horizontais da mesa superior da viga de apoio ou o giro da seção da viga não são restringidos. A viga é apoiada nas extremidades contra torção. No entanto, a flexibilidade torsional da viga faz com que a resposta da Ligação B seja significativamente diferente em comparação com a Ligação A.

Primeiro, vamos assumir que a resposta à carga é a mesma que para a Ligação A. Isso significa que a ligação atua como uma articulação com um eixo de rotação no centro dos parafusos. A reação vertical Vz atua então na viga de apoio com excentricidade e, da mesma forma que na Ligação A. O momento de torção Mx é assim aplicado à viga.

No entanto, devido à sua rigidez torsional muito baixa, a viga é incapaz de transferir o momento Mx para os apoios. Pelo contrário, ocorrerá um giro da viga e uma redistribuição do momento fletor na viga e na ligação. No caso limite de rigidez torsional desprezível da viga, haverá momento nulo no eixo da viga. É claro que a ligação parafusada de cisalhamento estará então carregada por um momento fletor M = Vz · e. Isso é distribuído, no nosso caso, em um par de forças Fx = M/d. A força resultante F atuando no parafuso é a soma vetorial da componente vertical Fz = Vz/2 e da componente horizontal Fx. O momento fletor na ligação de cisalhamento (!) tem, portanto, uma influência decisiva no dimensionamento da ligação. O exemplo abaixo mostrará quão grande pode ser a influência do momento fletor.

No aplicativo Connection, este tipo de resposta e carregamento pode ser facilmente modelado inserindo apenas a força de cisalhamento vertical e definindo a posição da carga no nó.

Como já mencionado, a resposta da ligação descrita e esquematicamente visualizada acima refere-se a uma situação onde a viga tem rigidez torsional muito baixa. No entanto, se a rigidez torsional da viga não for negligenciável, o resultado será um momento fletor negativo sobre o eixo da viga. Além disso, a resposta da ligação e o diagrama de momentos se deslocará em direção ao comportamento da Ligação A.

Quando isso ocorrerá? Obviamente quando for utilizada uma seção torsionalmente rígida para a viga, mas também para ligações próximas às extremidades de uma viga que, de outra forma, é torsionalmente fraca. Isso porque a viga é apoiada para torção nas extremidades e a capacidade da seção transversal de girar é limitada próximo aos apoios. Em outras palavras, em uma viga que suporta uma série de vigas paralelas, podemos ter ligações de cisalhamento que correspondem em comportamento tanto ao tipo A (próximo aos apoios) quanto ao tipo B (no vão da viga). É então conservador e seguro calcular a chapa de ligação e os parafusos para englobar as tensões do tipo A (menor tensão nos parafusos e maior carga na solda da chapa de cisalhamento para a viga) e do tipo B (maior tensão nos parafusos e menor carga na solda da chapa de cisalhamento).

Ligação C

Vejamos a ligação de cisalhamento de chapa única “grande” da viga I ao pilar – Ligação C. Por exemplo, considere cinco parafusos em duas colunas na chapa de cisalhamento. Obviamente, esta ligação pode já ter uma rigidez rotacional considerável, o que afetará a distribuição de esforços internos. A posição do momento fletor zero se deslocará em direção ao vão da viga conectada e um momento fletor negativo M = Vz · e2 será aplicado no centro do grupo de parafusos. A magnitude do momento (ou a magnitude da excentricidade e2) dependerá da rigidez rotacional da ligação parafusada. Isso pode ser facilmente determinado usando o aplicativo Connection e, em seguida, a rigidez calculada da ligação pode ser categorizada de acordo com a norma de projeto.

Se a ligação for categorizada como rotulada e tiver capacidade rotacional suficiente, a simplificação do pequeno momento fletor transmitido pela ligação pode ser negligenciada. A distribuição de esforços internos na ligação pode então ser considerada da mesma forma que para uma ligação do tipo A. Se o engenheiro decidir calcular a ligação sem essa simplificação, ou se a ligação for classificada como semirrígida , a rigidez rotacional calculada da ligação deve ser incluída no modelo de análise global. O momento fletor na ligação é então calculado e a ligação é verificada quanto ao cisalhamento e ao momento usando o aplicativo Connection.

Análise com o IDEA StatiCa Member

Pode-se argumentar que o comportamento descrito das ligações de cisalhamento é apenas uma hipótese e seria bom confirmá-lo com cálculo. Portanto, vamos agora verificar o comportamento apresentado das ligações usando o aplicativo IDEA StatiCa Member. O IDEA StatiCa Member nos permite modelar o comportamento de estruturas metálicas, ou suas partes, com grande precisão. Os elementos individuais, vigas e pilares são modelados em 3D usando elementos de casca. As ligações entre os elementos são modeladas usando um modelo de Método de Elementos Finitos Baseado em Componentes (CBFEM).

Isso significa que os componentes individuais da ligação (parafusos, chapas de ligação, soldas, etc.) são incluídos diretamente no modelo computacional 3D. A distribuição de rigidez e o comportamento espacial da estrutura são, assim, realisticamente representados no modelo matemático. O aplicativo permite exibir os esforços internos em elementos individuais, que são então calculados pela integração reversa das tensões dos elementos de casca. Vamos comparar os diagramas de momento fletor nas ligações calculados pelo aplicativo Member com os diagramas apresentados acima para as ligações individuais.

Ligação A analisada pelo Member

Primeiro, vejamos a Ligação A. A imagem acima mostra uma estrutura simples consistida de um par de pilares feitos de um perfil HEB 140. Uma viga de perfil IPE 160 é conectada aos pilares pela Ligação A. O comprimento da viga é de 4 m e a carga é de 10 kN/m. O diagrama de momento fletor é mostrado na figura seguinte. Pode-se ver que há momento fletor quase nulo no ponto da ligação parafusada e a forma do momento corresponde muito bem ao que foi apresentado na análise da resposta da Ligação A.

Ligação B analisada pelo Member

Vamos verificar a resposta da Ligação B em uma estrutura simples consistindo de um par de vigas IPE 200 de quatro metros de comprimento. As mesas são articuladas nas extremidades para flexão e são fixadas para rotação. Uma viga de perfil IPE 160 é conectada por parafusos entre as vigas espaçadas de quatro metros pela Ligação B. A carga é novamente de 10 kN/m. A integração dos esforços internos é feita apenas para as vigas individuais e a partir dos elementos que as modelam. Portanto, os momentos fletores na viga não são exibidos até o eixo da viga de apoio e a curva de momento extrapolada é representada com uma linha tracejada. É claro que há um momento fletor positivo na posição dos parafusos e a curva de momento extrapolada tem um valor próximo de zero na face da alma da viga de apoio. Portanto, o diagrama de momento e a transferência da força vertical pontual Vz correspondem novamente muito bem ao que foi apresentado na análise da resposta da ligação do tipo B.

E quais são as forças nos parafusos individuais na ligação? A força de cisalhamento em um parafuso proveniente apenas da força cortante vertical na viga é de 10 kN. A força de cisalhamento total em um parafuso (da força cortante vertical e do momento na ligação) é, no nosso caso, de 31 kN. Este é um valor três vezes maior comparado à resposta da ligação do tipo A. É claro que isso não é universalmente verdadeiro, depende das dimensões das vigas, da distância dos parafusos da alma da viga de apoio, etc. No entanto, pode-se ver que projetar uma ligação do tipo B e negligenciar o momento nela poderia ser um grande erro.

Vejamos a situação discutida anteriormente, onde a viga I conectada é movida para uma distância de 0,5 m do apoio.

De acordo com a análise anterior, o momento fletor deve ser alterado porque a capacidade da viga de apoio de girar é limitada nos apoios. Além disso, a distribuição de forças deve se aproximar da resposta da ligação do tipo A. Está claro que a partir do diagrama de momento do aplicativo Member que este é realmente o caso. Nesta situação, o momento nulo está quase no centro do grupo de parafusos e os parafusos são carregados pela força de cisalhamento vertical.

Ligação C analisada pelo Member

Mas e a ligação C analisada pelo aplicativo Member? Usaremos novamente uma construção simples consistindo de um par de pilares feitos de perfis HEB 240 e uma viga de perfil IPE 400, que é conectada aos pilares usando a ligação de cisalhamento do tipo C. O comprimento da viga é de 6 m e a carga é de 80 kN/m.

O diagrama de momento fletor é mostrado na figura seguinte. Pode-se ver que há um momento fletor negativo no centro do grupo de parafusos (novamente ilustrado pela extrapolação do momento na viga). A ligação se comporta, portanto, como semirrígida. Isso também é confirmado pela análise de rigidez e categorização da ligação no aplicativo Connection.

Conclusão

Ligações de cisalhamento em estruturas metálicas são elementos estruturais relativamente simples e parecem relativamente fáceis de dimensionar. Mas como pode ser visto, o comportamento do mesmo tipo de ligação de cisalhamento de chapa única pode variar significativamente dependendo de onde na estrutura ele é usado. Com os aplicativos IDEA StatiCa Connection e Member, você pode analisar o comportamento real da ligação na estrutura e obter resultados seguros de acordo com as normas aplicáveis.

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Você não precisa mais lutar com o dimensionamento de ancoragens

Na engenharia estrutural, o dimensionamento de ancoragens é um aspecto crítico para garantir a estabilidade e a segurança das estruturas. Apesar de sua importância, muitos engenheiros consideram o este cálculo um ponto de dificuldade significativo. Descubra o que você pode fazer para resolver esse problema.

De acordo com uma pesquisa publicada na revista New Civil Engineer, que entrevistou mais de 100 engenheiros civis em atividade, 55% relataram gastar até 4 horas projetando uma típica ligação de aço-concreto e gerando o relatório associado. Isso é bastante tempo, considerando tudo o que precisa ser abordado no projeto.

Se você é uma dessas pessoas que luta com as descontinuidades, preste atenção. O IDEA StatiCa é o portador de boas notícias: esta luta agora acabou! Estamos introduzindo o poder combinado do IDEA StatiCa Detail e do IDEA StatiCa Connection, a ferramenta definitiva para o dimensionamento de ancoragens, tornando este processo fácil e levando uma fração do tempo que costumava levar.

Por que o dimensionamento de ancoragens é tão difícil para a maioria de nós?

Antes de analisarmos mais a fundo nossas opções, vamos definir como as coisas têm sido feitas até agora. E pense nisso por um momento.

Se nos concentramos no Eurocode, AISC ou qualquer outra norma ou especificação para dimensionamento de ancoragens, todas concordam com alguns princípios-chave de como lidar com ligações aço-concreto.

  • Em primeiro lugar, elas especificam vários modos de falha para ancoragens e blocos de coroamento, que são posteriormente categorizados pelo tipo de carregamento. Cada condição é avaliada separadamente.

Figura 1: Esquema dos modos de ruptura – imagem obtida do artigo Design of Steel-to-Concrete Joints Design Manual II

  • Em seguida, elas propõem uma solução usando o método das componentes, onde a junta deve ser dividida em configurações e componentes individuais e avaliados um a um.

Figura 2: Modelos de componentes – imagem obtida do artigo Design of Steel-to-Concrete Joints Design Manual II

  • Para tornar as coisas ainda mais complicadas, algumas normas ou carecem completamente de um procedimento adequado para avaliação do concreto ou recomendam um dimensionamento excessivamente conservador, sugerindo estribos e armaduras adicionais sem contar com um cálculo preciso para a ligação específica. Em vez disso, isso é frequentemente substituído por um conjunto de regras de detalhamento.

Não há nada de errado com a abordagem mencionada acima. Ela foi comprovada ao longo de anos de prática, mas existem alguns “poréns”:

1.  Calcular até mesmo tipos mais simples de ancoragem pode levar um tempo relativamente longo.

2.  Uma abordagem conservadora pode se tornar bastante desafiadora no caso de ancoragens menos típicas ou totalmente fora do padrão.

3.  O mesmo se aplica a situações específicas, como ancoragem próxima à borda ou transferência de cisalhamento usando barras de cisalhamento, etc.

Figura 3: Estudo de caso – Dimensionamento de ancoragem de tanques de armazenamento esféricos de aço, Canadá

Isso leva a um desperdício excessivo de material, uma significativa perda de tempo ou até mesmo evitar certos casos. Mas por que, se não é absolutamente necessário? Temos métodos de elementos finitos (MEF) aqui há alguns anos, e seu desenvolvimento continua a avançar. No IDEA StatiCa, usamos os métodos CBFEM (Component-Based Finite Element Method) e CSFM (Cracked Stress Field Model), que alguns podem chamar de inovadores, mas na realidade eles existem há algum tempo e são baseados em suposições ou métodos que são eficazes há décadas.

Ao utilizá-los no ambiente acelerado de hoje, onde o processo de projeto está sob pressão, podemos obter uma vantagem incrível. Podemos economizar tempo e, simultaneamente, obter resultados mais precisos. Isso não só traz tranquilidade, mas também nos permite otimizar significativamente os materiais, levando à economia de custos. Então, o que as ferramentas mais recentes nos oferecem?

IDEA StatiCa como uma solução completa para um problema complexo

A IDEA StatiCa está avançando à medida que os programas continuam a evoluir e começa a cobrir quase todos os casos de descontinuidades. Não há mais necessidade de uma ferramenta para ligações metálicas com cálculos manuais, ou outra ferramenta para concreto. Agora podemos lidar com tudo e conectar eficientemente o fluxo de trabalho. Como?

Antes da versão 24.1, no IDEA StatiCa Connection, podíamos avaliar as partes metálicas com algumas limitações e avaliações básicas do bloco de fundação (apenas concreto simples). Cálculos manuais adicionais eram necessários, assim como cálculos completos ao usar concreto armado. Avaliações insatisfatórias eram causadas principalmente pelo bloco de concreto, causando dores de cabeça para mais de um engenheiro.

Isto está prestes a mudar com o lançamento da versão completa do IDEA StatiCa 3D Detail, especificamente atualizado com funcionalidades completas, como transferência de cisalhamento através de ancoragens ou barras de cisalhamento, projetado para casos de ancoragem. Adequado para qualquer pessoa que enfrente problemas como arrancamento ou falha a cone de concreto e que tenha ficado frustrada pela incapacidade de incorporar armaduras no Connection, agora você pode facilmente modelar a armadura e realizar uma análise no 3D Detail. O uso da armadura cobre esses modos de falha que ocorreriam de outra forma no concreto simples. Do 3D Detail, podemos obter resultados para uma verificação de Estado Limite Último para o concreto, a armadura e as ancoragens à tração.

Figura 4: Modos de falha cobertos no IDEA StatiCa Connection e no 3D Detail

Depois, no Connection, você pode continuar a avaliar simplesmente todos os componentes metálicos como antes: ancoragens, barras de cisalhamento, placa de base, etc. Embora ambos os aplicativos funcionem de forma independente, a vantagem real vem para aqueles que combinam o poder do Connection e do Detail. Os aplicativos se complementam e, somente juntos, fornecem um pacote abrangente de avaliações.

Uma gama totalmente nova de possibilidades

Mas chega de conversa. Vamos dar uma olhada em alguns exemplos práticos adequados para nossa solução e descobrir o que está agora disponível:

Figura 5: (1) Viga de aço em viga de concreto (2) Pilar de aço em pilar de concreto (3) Ancoragem pesada com barras de cisalhamento (4) Ancoragem em paredes armadas

Obtendo o melhor dos dois mundos

Ótimas ferramentas seriam inúteis sem um fluxo de trabalho simples. Ninguém quer gastar tempo modelando a mesma descontinuidade duas vezes. Portanto, vincular o Detail e o Connection foi uma necessidade absoluta para nós. Com apenas um clique, a importação do modelo, incluindo as cargas, está pronta. O único passo extra que precisa ser feito é adicionar a armadura, e o modelo está preparado para o cálculo final. Todo o processo pode ser concluído em apenas alguns minutos, veja você mesmo:

Mais sobre a importação pode ser encontrado no artigo de notas de versão: Importação de ancoragem do Connection para o Detail

Conclusão

O que dizer nesta conclusão? Se projetar ligações é uma luta para você e leva um tempo irracional, agora pode ser o momento certo para fazer algo a respeito. Baixe a nova versão, experimente e diga-nos se estamos no caminho certo. Algo nos diz — talvez com esses milhares de clientes satisfeitos — que já estamos nele.

Interessado em resolver o dimensionamento de ancoragens?

ENTRE EM CONTATO COM SUA EQUIPE LOCAL DO IDEA STATICA

Nota: Para uma compreensão adequada, recomendo a leitura das Limitações Conhecidas para o 3D Detail, bem como se aprofundar na Fundamentação Teórico ou em uma descrição mais prática das funcionalidades para um insight mais profundo.

10 Maneiras de economizar horas no cálculo de ligações

1. Calcule qualquer tipo de ligação

Calcule ligações de aço de qualquer tipo ou complexidade. Comece do zero ou importe ligações diretamente do seu software BIM ou de análise. Aplique seus carregamentos, visualize o comportamento e gere esboços de ligações e relatórios detalhados.

Não se limite apenas às ligações padrões. Com o IDEA StatiCa Connection, é possível trabalhar com:

  • Ligações de cisalhamento, incluindo viga-viga, viga-pilar etc.
  • Ligações rígidas de aço, incluindo ligações sísmicas pré-qualificadas
  • Ligações de pórticos contraventados
  • Ligações de placa de base

2. 75% mais rápido que planilhas Excel

Planilhas têm sido a solução preferida de muitas empresas devido à sua facilidade de uso e disponibilidade. Elas podem ser muito eficazes, mas apresentam múltiplos riscos e limitações. Quando você atinge esses limites, precisa recuar, pensar e tentar encontrar alguma solução (muitas vezes sendo excessivamente conservador, mas às vezes subdimensionando) ou usar uma ferramenta mais sofisticada.

Os usuários do IDEA StatiCa normalmente observam um aumento de 75% na velocidade de projeto de ligações em comparação com métodos padrão.

Mesmo para ligações padrão simples, você pode reduzir o tempo gasto no projeto em um terço com o IDEA StatiCa. E imagine multiplicar essa economia de tempo pelo número de ligações que você está projetando. Adicione as ligações mais complexas que as planilhas não conseguem atender. E os relatórios abrangentes e personalizáveis são a cereja do bolo.

Ainda não está convencido? Assista a este vídeo

3. Integra-se com seu software

O IDEA StatiCa Checkbot se integra com mais de 25 dos softwares de análise e BIM mais usados. Isso permite exportar e sincronizar dados de projeto. Ele elimina erros e trabalhos repetitivos manuais, estendendo seus fluxos de trabalho atuais.

O IDEA StatiCa Checkbot permite visualizar cargas e elementos importados em 3D, gerenciar combinações de cargas e ver todas as propriedades da ligação e elementos e o status do projeto. Controle a importação do seu software de análise ou BIM e a sincronização de dados entre modelos.

Veja como o Checkbot se integra com outros softwares

>>Escolha sua integração preferida>>

4. Dimensionamento em grupo

Quando você está projetando um edifício típico com ligações de cisalhamento ou momento, ter a opção de agrupá-las para calcular apenas a ligação de referência é essencial. O maior requisito é dimensionar essas ligações do dia a dia de forma rápida e fácil.

O IDEA StatiCa Checkbot agora permite agrupar e calcular diversas ligações importadas do seu modelo BIM ou de análise ao mesmo tempo.

Veja como funciona

>>Explore o projeto em lote e o agrupamento de ligações>>

5. RFI e gerenciamento de alterações

Muitas situações no cálculo de ligações não podem ser analisadas usando procedimentos padrão.

Quando surgem alterações de última hora ou problemas inesperados na fabricação ou no local, mesmo uma ligação simples pode se tornar complicada. Superdimensionar ou estimar pode ser caro e arriscado – mas com o IDEA StatiCa, você pode resolver o problema em minutos.

Ancoragens desalinhadas e recortes, interferências no local, revisar uma chapa de cisalhamento parafusada para uma chapa de cisalhamento soldada ou reformar ligações de aço existentes são apenas alguns exemplos em que as ferramentas simples de cálculo de ligações falham.

Assim, ao invés de simples ajustes de dois minutos no IDEA StatiCa, você passa horas tentando descobrir como resolver esse problema.

Leia mais sobre essas armadilhas caras em nossa série de artigos sobre RFIs de projeto de ligações

6.   Compartilhe seus projetos com sua equipe

Como engenheiro, você conhece os desafios diários de trocar dados precisos e colaborar efetivamente com engenheiros responsáveis (EORs), detalhistas e revisores de projetos. A pressão para acertar cada detalhe enquanto lida com essas lacunas de comunicação pode causar atrasos e erros.

Quer você tenha uma licença do IDEA StatiCa ou não, o IDEA StatiCa Viewer pode ajudar você e sua equipe  a visualizar um projeto de Ligação IDEA StatiCa, gerar um DWG 3D, IFC ou arquivo .ideaCon, ou até mesmo compartilhar sua ligação usando um link URL.

Veja como funciona

>>Teste o Viewer por conta própria>>

7. Modelos paramétricos

Economize horas em tarefas repetitivas com mais de 50 modelos de ligação paramétricos prontos para usar, reduzindo a entrada e os ajustes manuais.

Modelos paramétricos no IDEA StatiCa apresentam uma alternativa eficaz e automatizada aos fluxos de trabalho tradicionais baseados em planilhas. Projetados com engenheiros estruturais em mente, os modelos eliminam muitas das etapas manuais necessárias em verificações baseadas em planilhas e fornecem uma estrutura robusta para precisão, consistência e conformidade.

Veja como os modelos de projeto paramétricos funcionam

Principais benefícios dos modelos de projeto paramétricos no IDEA StatiCa

  • Bancos de dados centralizados e atualizados
  • Importação direta de cargas com o Checkbot
  • Conformidade incorporada aos códigos
  • Visualização 3D intuitiva
  • Relatórios automatizados e prontos para compartilhar
  • Distribuição aprimorada e controle de versão
  • Personalização e adaptabilidade simplificadas

>>Explore mais sobre Modelos paramétricos>>

8. 750.000+ exemplos de ligações na Biblioteca de Ligações

Calcular uma ligação de aço segura e econômica pode ser como procurar uma agulha em um palheiro. Para cada ligação, você tem toneladas de opções de como resolvê-la. Mas já foram projetados milhares e milhões de ligações semelhantes antes. Então, por que reinventar a roda?

O Connection Library é um aplicativo em nuvem que fornece mais de 750.000 ideias para seus projetos de ligações de todo o mundo. Dito isso, é de longe o maior banco de dados de ligações de aço do mundo. Disponível na ponta dos seus dedos. E de graça…

Com a Connection Library, você pode navegar por exemplos similares ao do seu projeto e encontrar inspiração em segundos!

Usá-lo é muito fácil, como 1-2-3.

  1. Defina a geometria do seu modelo
  2. Navegue pelos candidatos potenciais
  3. Explore os detalhes em uma visualização 3D

Todos os modelos podem ser baixados e usados para inspiração e modelagem mais rápida dos seus próprios projetos.

>>Leia mais sobre a Biblioteca de Ligações>>

9. Cálculo automático / Pré-dimensionamento

O cálculo automático e o pré-dimensionamento trazem a simplificação do processo de iteração para encontrar o projeto adequado das ligações.

Os recursos de projeto automático incluem o cálculo automático de parafusos em cisalhamento, juntamente com dimensionamento automático de solda para ductilidade e  de solda para estimativa de capacidade. Estes são os próximos passos na automatização do processo de projetos de ligações.

A função de Pré-dimensionamento Pré-dimensionamento lê os dados de entrada da tabela de propriedades da operação de fabricação dada e então cria um projeto inicial sugerido. Em geral, dados materiais e geométricos dos elementos conectados, conjunto de parafusos e dados de solda são todos lidos como entradas para o processo de pré-dimensionamento. Isso resulta nos seguintes parâmetros de projeto inicial: espessura da chapa, tamanhos de solda, número e layout dos parafusos que são gerados.

Todos esses recursos ajudam significativamente a acelerar o processo de projeto e torná-lo mais direto e automatizado, mantendo a segurança e a eficiência de custos em mente.

10. Relatórios abrangentes e personalizáveis

No final do dia, você precisa saber se sua ligação passa em todas as verificações necessárias e compartilhar essa informação com o resto da equipe do projeto. Isso é exatamente o que o IDEA StatiCa oferece: um status simples de aprovado ou reprovado para todos os elementos (chapas, parafusos, soldas) de acordo com a norma.

Além disso, você precisará exportar todos os cálculos em um documento legível e apresentável. O IDEA StatiCa também criará isso para você. Simplesmente escolha quais informações você gostaria de incluir, e o relatório será criado imediatamente. Totalmente personalizável, incluindo todas as equações e visualizações para apoiar seu trabalho.

>>Baixe um relatório de exemplo>>

DESBLOQUEIE NOVAS POSSIBILIDADES COM ANCORAGENS AVANÇADAS

DESBLOQUEIE NOVAS POSSIBILIDADES COM ANCORAGENS AVANÇADAS

Projetar ancoragens geralmente é simples, até que deixa de ser. Quando engenheiros estruturais se deparam com projetos fora dos padrões, a situação rapidamente se complica. Felizmente, como você verá neste artigo, isso tem solução. 

Seja por espaço limitado para ancoragem, um layout arquitetônico não convencional, ancoragens próximas à borda, formas irregulares de concreto para fixar o aço ou a demanda por chumbadores pré-instaladas, esses casos exigem soluções que vão além do convencional. É aí que começa o verdadeiro desafio. 

Como os engenheiros estruturais lidam com essas situações? 

Tudo começa com suposições, muito trabalho manual e cálculos. Horas são gastas num processo iterativo de cálculo e verificação de normas. Frequentemente, os projetos analisados resultam em bases e placas desnecessariamente superdimensionadas devido aos modos de falha do concreto: 

  • Falha na borda do concreto 
  • Falha por cone de concreto 
  • Combinações de falhas 

Por exemplo, em ancoragens próximas à borda, sem armadura, é quase impossível atender às verificações normativas para ruptura da borda ou do cone. Quando as ancoragens estão muito próximas entre si, surgem cones de ruptura interagindo — algo que a maioria das normas recomenda evitar. Mas o que fazer quando o layout simplesmente não permite o espaçamento recomendado? 

É necessário considerar armadura complementar. O “Eurocode 1992-4 – Design of concrete structures – Part 4: Design of fastenings for use in concrete” (Projeto de estruturas de concreto – Parte 4: Projeto de fixações para uso em concreto) recomenda a elaboração de um modelo adequado de bielas e tirantes. 

Mas e se um formato atípico de bloco de concreto complicar ainda mais as coisas? 

Enfrentando desafios de ancoragem em geometrias não padronizadas 

Em geometrias irregulares ou layouts únicos que fogem dos casos padrões, o processo não só consome tempo, mas também abre margem para incertezas. Nessas situações, as formas gerais podem ser imprevisíveis, tornando crucial avaliar cuidadosamente as distâncias das bordas em todos os lados. A profundidade de embutimento pode variar devido às diferenças na espessura do bloco ou no posicionamento das ancoragens, além disso, os próprios elementos de fixação podem não estar no mesmo plano. 

Na versão mais recente do IDEA StatiCa, adicionamos recursos avançados para ajudar no projeto e verificação normativa de ancoragens em condições reais que fogem dos exemplos teóricos. 

Agora, você pode modelar e verificar quase qualquer formato de bloco de concreto para ancoragem, seja com um arranque, com blocos de ancoragem não retangulares, extensões de sapata corrida, qualquer tipo de parede ou geometrias personalizadas exigidas pelos arquitetos. 

Projeto de placas embutidas com consideração da armadura 

Na construção civil, é comum encontrar estruturas de apoio que combinam elementos de aço e concreto. Os componentes de concreto frequentemente desempenham um papel crucial na estabilidade lateral da estrutura metálica. Esses elementos são geralmente conectados por meio de chumbadores pré-instalados que oferecem ancoragem confiável e podem ser fabricados para minimizar furações na obra. As placas ficam niveladas com a superfície do concreto, permitindo conexões limpas e planas. Eles são amplamente utilizados em sistemas de apoios de fachadas, ligações de estruturas metálicas em edifícios mistos (concreto-aço), apoios para trilhos de elevadores, ancoragem de equipamentos mecânicos, apoios de pontes e ligações de painéis pré-moldados 

No entanto, embora suas aplicações sejam vastas, o projeto pode se tornar significativamente mais complexo. As forças axiais são resistidas pela armadura no concreto, soldada à placa de aço para transferir a carga por meio da aderência. Já os esforços de cisalhamento são resistidos por conectores (shear studs), chumbadores ou barras de cisalhamento (shear lugs). 

A resistência de cálculo dos elementos embutidos depende fortemente da posição da armadura, especialmente se a placa estiver próxima à borda (como em sistemas de fachada). 

O Detail (com CSFM 3D) considera automaticamente a armadura próxima à placa embutida, o que pode aumentar significativamente a capacidade de carga. Essa solução permite projetos sem simplificações excessivas e realiza verificações baseadas no Estado Limite Último (ELU). 

Elevando o projeto de ancoragens a um novo patamar 

O IDEA StatiCa oferece uma solução abrangente para a modelagem e verificação normativa de ancoragens. Os engenheiros não estão mais limitados a exemplos simplificados e conservadores das normas, que levam ao superdimensionamento de placas de base e chumbadores. Ao considerar a armadura no bloco de concreto, é possível alcançar projetos seguros, precisos e economicamente eficientes. 

É hora de ir além dos manuais e projetar sistemas de ancoragem que reflitam a complexidade e as demandas das aplicações estruturais modernas. 

Destaques da Versão 25.0 do IDEA StatiCa

A versão 25.0 foca em ampliar o escopo do cálculo de ancoragens, simplificar o projeto inicial de ligações e evoluir o aplicativo Checkbot de uma plataforma de troca de dados para uma ferramenta de projeto.

Cálculo de Concreto


Cálculo de ligações metálicas


BIM e Checkbot


Usabilidade e Licenciamento

6 SINAIS DE QUE É HORA DE ENCONTRAR UM NOVO SOFTWARE DE DETALHAMENTO DE ESTRUTURAS METÁLICAS

A indústria da construção em aço está evoluindo rapidamente e manter-se competitivo exige as ferramentas certas para entregar precisão, velocidade e valor. Se você depende de um software de detalhamento de estruturas metálicas desatualizado ou ineficiente, já deve estar sentindo as dificuldades.
Seja para ganhar mais espaço em um mercado saturado ou para levar seu negócio ao próximo nível, aqui estão os principais sinais de que é hora de atualizar seu software de detalhamento de estruturas metálicas — e por que o SDS2 é a solução ideal para projetistas e fabricantes de estruturas metálicas.

1. Você quer desenhos melhores e mais rápidos.

Apesar do avanço da tecnologia, os desenhos de fabricação e de montagem não vão desaparecer tão cedo. Eles também são uma das partes mais demoradas do processo de detalhamento de estruturas metálicas, exigindo precisão e exatidão absolutas.

Se você está usando uma solução básica de CAD 2D com pouca ou nenhuma automação, a criação de desenhos exige um esforço manual significativo, o que aumenta o risco de erros e atrasos. Por outro lado, alguns softwares avançados podem dificultar demais a obtenção dos resultados desejados e carecem de recursos específicos para estruturas metálicas.

O SDS2 simplifica a produção de desenhos, com ferramentas automatizadas desenvolvidas especificamente para estruturas metálicas, ligações e elementos secundários, como escadas e corrimãos. Ele permite que você enfrente qualquer projeto com facilidade, cumprindo prazos apertados sem sacrificar a qualidade.

2. Erros frequentes que custam caro.

Os projetistas de estruturas metálicas são a última linha de defesa contra erros e interferências antes que um projeto chegue ao canteiro de obras, onde os problemas se tornam drasticamente mais caros. Alguns problemas podem ser herdados das equipes de arquitetura ou engenharia, como conflitos com sistemas MEP, conexões incompatíveis ou questões de conformidade. Mas o detalhamento também traz muitas oportunidades de introduzir novos erros ao projeto, como um pequeno erro no comprimento de uma viga, furos de parafusos desalinhados, especificações de solda incorretas, imprecisões na lista de materiais… e por aí vai.

Quanto mais processos manuais você usa em seu fluxo de trabalho de detalhamento, maior é a chance de erros acontecerem.

O SDS2 reduz o risco de erros durante todo o processo de detalhamento, com ferramentas automatizadas para a modelagem inteligente de ligações, detecção de interferências integrada, verificações de conformidade com normas e muito mais. Com o modelo, desenhos e relatórios interconectados, você só precisa fazer alterações ou revisões uma vez para atualizar todo o projeto, desde o modelo até suas listas de materiais. Além disso, no ambiente de modelagem 3D, o SDS2 facilita a identificação visual de problemas e interferências em projetos complexos que poderiam passar despercebidos.

3. Seu retorno sobre o investimento (ROI) está diminuindo.

É difícil comparar custos de forma direta entre softwares de detalhamento de estruturas metálicas. Os pacotes de licença variam, taxas adicionais podem distorcer os preços iniciais, e os valores quase sempre estão subindo. Você pode acabar com um programa que parece custo-eficiente no início, mas que agora não está entregando os ganhos de eficiência e produtividade que você esperava. Talvez seu orçamento tenha inchado com custos crescentes, complementos ou plug-ins de terceiros necessários para tarefas especializadas. Ou talvez o software tenha um grande potencial, mas seja tão difícil de dominar e treinar novos funcionários que você fica sempre correndo atrás, enquanto sua produtividade e lucros caem.

O SDS2 maximiza o retorno sobre seu investimento, atingindo o ponto ideal entre preço e valor. Um investimento no SDS2 oferece uma interface fácil de usar e personalizável, automação poderosa e inteligente, além de integrações abrangentes com os principais sistemas de fabricação e BIM do setor. Em outras palavras: fluxos de trabalho mais rápidos, com resultados mais precisos e úteis, que você verá imediatamente. E com planos de licença diretos e flexíveis, você pode adaptar o SDS2 às necessidades em constante mudança de sua equipe moderna.

4. Você não consegue se integrar à tecnologia certa.

Seja em uma empresa de detalhamento ou diretamente em um fabricante, sua exportação de detalhamento deve estar alinhada com as necessidades do chão de fábrica. A beleza da tecnologia BIM é que você pode vincular tudo ao seu modelo de detalhamento — estimativas, compras, gestão da fabricação, produção, expedição e planejamento de montagem.
Mas nem todas as ferramentas funcionam bem juntas, e é importante garantir que os dados do modelo do seu software de detalhamento de estruturas metálicas se integrem suavemente com seus sistemas ou os de seus clientes.

O SDS2 é parceiro dos provedores de tecnologia líderes do setor, desde softwares de MRP e MIS até equipamentos CNC especializados, para garantir que os dados do seu modelo se integrem totalmente a todos os seus fluxos de trabalho e operações. Como uma solução openBIM, o SDS2 é dedicado à interoperabilidade, usando formatos de arquivo universais e buscando constantemente construir integrações mais suaves com parceiros do setor. Você pode encontrar uma lista completa das integrações de parceiros do SDS2 aqui, além de descobrir ferramentas e integrações especializadas na SDS2 Toolbox.

5. Você não consegue lidar com projetos complexos ou personalizados.

Inovação arquitetônica, escalas de projetos crescentes, padrões das Normas em constante mudança e maior personalização — tudo combinado com prazos mais curtos — tornam mais difícil do que nunca para os projetistas de estruturas metálicas acompanharem as demandas do mercado. Mesmo que você tenha dominado o detalhamento estrutural simples com seu processo atual, pode começar a perder oportunidades importantes.

O SDS2 te ajuda a enfrentarem os projetos mais complexos, com ferramentas avançadas de modelagem, automação da conformidade com normas e opções de personalização fáceis. Projetistas têm usado o SDS2 em obras de todos os tipos, em todo o mundo, desde instalações industriais massivas até arquiteturas comerciais intricadas.

Confira a variedade de projetos do SDS2  em nosso blog, incluindo desde passarelas elevadas na natureza e arranha-céus icônicos até instalações esportivas olímpicas, plataformas de lançamento de foguetes da NASA, amortecedores de docas marítimas e muito mais.

6. A colaboração parece um problema.

Além de se tornarem mais complexos, os projetos de estruturas metálicas hoje também exigem mais colaboração e coordenação. Engenheiros, projetistas, fabricantes e contratantes devem trabalhar juntos para garantir que os projetos não só sejam funcionais, mas também viáveis para fabricação e construção.

Mesmo que você queira apenas simplificar a colaboração dentro de suas próprias equipes, precisa se preocupar em gerenciar o acesso ao modelo para evitar conflitos, coordenar revisões e alinhar tarefas e cronogramas.

O SDS2 simplifica a colaboração, mantendo as equipes alinhadas com um ambiente de modelagem multiusuário único e em tempo real, eliminando a necessidade de um gerenciamento complicado de modelos. Em conjunto com a Bimplus, ele oferece uma plataforma centralizada e baseada em nuvem para compartilhar dados do projeto de qualquer dispositivo, a qualquer momento.

Se algum desses pontos combina com você, é hora de considerar o SDS2 para suas necessidades de detalhamento de estruturas metálicas. O SDS2 é o software de detalhamento de estruturas metálicas mais inteligente do mercado, oferecendo ferramentas poderosas e que economizam tempo para fazer o trabalho rápido — e bem feito. Ao mesmo tempo, você não precisa ser um expert técnico para usá-lo e é flexível o suficiente para se adaptar às necessidades de empresas modernas de qualquer tamanho.

Traduzido por Gabriel Passos Bandeira

OpenBIM: O que é essa certificação que garante projetos de engenharia mais eficientes e colaborativos

Imagine um mundo onde todos os softwares falam a mesma língua: O calculista pode receber um modelo e fazer as análises estruturais e compartilhar com o profissional que fará o detalhamento do projeto e emissão dos desenhos, sem a perda de informações.

Isso é o openBIM!  

A buildingSMART é como um tradutor que cria uma linguagem comum para que todos possam se entender, mesmo falando idiomas diferentes. Ela é responsável pela criação, desenvolvimento e utilização de padrões digitais abertos para processos BIM.

Os formatos de arquivos neutros, como IFC (Industry Foundation Classes), BCF (BIM Collaboration Format) e IDS (Information Delivery Specification), são fundamentais para assegurar que os dados possam ser compartilhados entre diversas plataformas e aplicações, melhorando a colaboração e reduzindo erros e retrabalho.

O IFC é como uma “linguagem universal” para programas de construção. Imagine que diferentes profissionais, como arquitetos, engenheiros e construtores, estão trabalhando em um mesmo projeto, mas cada um usa um programa de computador diferente. Sem uma linguagem comum, a comunicação entre esses programas seria confusa e com incompatibilidades. Assim, o IFC é um conjunto de classes estruturadas de forma a representar todas as informações de um empreendimento. Este padrão internacional aberto também oferece um formato de arquivo neutro.

Também existe o Model View Definition (MVD) que funciona como um “filtro” do IFC. Vamos imaginar que você tem um grande livro cheio de informações sobre um projeto de construção, mas nem todas essas informações são relevantes para todos os envolvidos. O MVD ajuda a selecionar e mostrar apenas as informações que são necessárias para uma determinada tarefa ou fase do projeto. Os MVDs são a base sobre a qual é lançada a certificação de software IFC baseada em casos de uso.

Ao invés de trocar modelos completos, o BCF funciona como o “WhatsApp do BIM”, ele permite a troca de informações sobre questões específicas, como comentários, coordenadas e capturas de tela de problemas detectados no modelo. Ele pode ser utilizado durante todo o ciclo de vida do empreendimento, na concepção do projeto, nas etapas de execução da obra e em inspeções e manutenções.

O IDS é como um “manual de instruções” para troca de informações em um projeto BIM. Por exemplo, você está construindo uma casa e precisa garantir que todas as partes envolvidas, como engenheiros, arquitetos e construtores, recebam as informações corretas na hora certa. O IDS define os requisitos de entrega de informações para um projeto específico. Através dele é possível estabelecer quais informações devem ser fornecidas, em que momento e em que formato.

Agora que você já compreendeu o conceito, você sabe como verificar se o software que você usa é certificado openBIM? 

Acesse este link, nele você vai encontrar os melhores softwares de estruturas do mercado, como o ALLPLAN e o SCIA.

Para realizar a pesquisa, na página IFC Certification Participants, digite o nome do seu software na barra de pesquisa. Eu vou procurar, por exemplo, pelo Allplan. Nessa página, vai você encontrar a versão do IFC e o MVD certificados pela buildingSMART que o software importa e/ou exporta.

Se você gostou desse conteúdo, compartilhe com seus colegas e salve para futura consulta! 

Referências

BUILDINGSMART TECHNICAL. IFC Certification Participants – buildingSMART Technical.

Disponível em:
https://technical.buildingsmart.org/services/certification/ifc-certification-participants/

Case Projenog: Como o BIM transformou um projeto de ponte sobre o Rio Tietê em um marco de produtividade e precisão

Quanto tempo você e a sua equipe investem além do previsto em cada projeto? E quanto desse esforço adicional o seu cliente remunera?

Essas perguntas ecoam entre escritórios de engenharia em todo o país. Mais de 80% dos projetos estruturais acabam demandando tempo e recursos além do planejado — e, na maioria das vezes, isso não é compensado financeiramente.

A Projenog Engenharia de Projetos, liderada pelo Engenheiro Heitor Nogueira, decidiu enfrentar esse desafio de frente. Em vez de insistir em metodologias tradicionais, como o CAD 2D e planilhas isoladas, o escritório embarcou na transformação digital e adotou integralmente o método de trabalho BIM (Building Information Modeling).

O resultado? Um dos cases mais emblemáticos de aplicação do BIM no país: o Viário de Acesso à Ponte sobre o Rio Tietê, em Santana de Parnaíba (SP) — um projeto entregue antes do prazo, com precisão, transparência e praticamente sem retrabalho.

O desafio: um projeto complexo, prazos curtos e equipe enxuta

O escopo incluía duas novas pontes paralelas a uma já existente, totalizando:

  • 4 vãos de 45 metros e 2 vãos de 20 metros em viga pré-moldada;
  • 3 caixas estaqueadas (“encontros leves”), sendo duas em trechos curvos.

O cenário inicial era desafiador: o projeto conceitual apresentado pela Prefeitura de Santana de Parnaíba foi completamente reavaliado pela Projenog, que propôs uma solução mais econômica, de execução mais simples e com menor prazo.
Com uma equipe reduzida — apenas três profissionais principais —, o escritório precisava garantir precisão absoluta desde o primeiro modelo.

“Tinha que sair certo, e certo de primeira”, relembra o engenheiro Gustavo Peres, que apresentou o case em um evento técnico da BIM WORKS Brasil.

A virada de chave: modelagem inteligente e parametrização no Allplan

A jornada BIM da Projenog começou em 2014, com a adoção do Allplan Engineering, software alemão amplamente configurado para atender às normas brasileiras.

Inicialmente, o foco era migrar do 2D para o 3D, mas a equipe logo percebeu o potencial da parametrização. Heitor e Gustavo programaram elementos estruturais completos — como pilares, estacas e caixas estaqueadas — capazes de gerar automaticamente armaduras, consumos de materiais e informações construtivas.

Esses modelos não apenas representavam a geometria, mas também carregavam dados técnicos, como:

  • Peso da camisa metálica;
  • Consumo de aço CA25 e CA50;
  • Volume de concreto;
  • Taxas de armadura em solo e em rocha.

Com isso, o Allplan se tornou um ambiente de cálculo, detalhamento e quantitativo em um só lugar, reduzindo drasticamente o tempo de revisão e eliminando inconsistências entre disciplinas.

Integração de cálculo com o SCIA Engineer e Design Forms

Para o dimensionamento, a Projenog utilizou o SCIA Engineer, também integrado ao fluxo BIM e configurado segundo as normas brasileiras.
Os resultados de análise estrutural eram automaticamente levados para o SCIA Design Forms, onde rotinas e verificações personalizadas geravam memórias de cálculo automáticas, no padrão do escritório.

O Eng. Heitor Nogueira participou ativamente da programação das rotinas, garantindo confiabilidade total nos resultados.
Segundo Gustavo, “o Heitor dorme mais tranquilo hoje, porque sabe que cada memória é verificada linha a linha, sem depender de dezenas de planilhas”.

Essa automação tornou possível realizar verificações antes inviáveis — como análises estaca a estaca, metro a metro —, assegurando resultados precisos e completos.

Colaboração em nuvem com o BIMPLUS

O projeto foi hospedado em um ambiente colaborativo na nuvem, o BIMPLUS, que permitiu à construtora e ao cliente acompanhar o desenvolvimento do modelo em tempo real.

Nesse ambiente, era possível:

  • Visualizar o modelo estrutural completo (LOD 400);
  • Extrair quantitativos diretamente para planilhas no Excel;
  • Levantar e atribuir questões (issues) com datas de resolução;
  • Discutir detalhes técnicos entre projetistas, fornecedores e executores.

Essa integração reduziu drasticamente os ruídos de comunicação — e, como destacou o gerente de contrato da Construtora Cidade, cliente da Projenog,

“O nível de detalhamento entregue foi excepcional. A documentação e o levantamento de quantidades ficaram totalmente transparentes, ajudando muito em todo o processo.”

Resultados práticos: qualidade, economia e previsibilidade

O projeto foi concluído com prazo reduzido, sem retrabalhos relevantes e com execução tranquila.
Segundo Gustavo Peres,

“O telefone praticamente não tocou durante a obra — e isso, para um projetista, é o melhor indicador de sucesso.”

Além da produtividade e da precisão técnica, o case demonstrou a maturidade do fluxo BIM da Projenog, que hoje integra modelagem, cálculo e comunicação em um único processo.

Ferramentas certas, equipe certa, na hora certa

O sucesso do projeto foi resultado direto de uma combinação poderosa:

  • Ferramentas adequadas (Allplan, SCIA Engineer, BIMPLUS);
  • Equipe comprometida em sair da zona de conforto;
  • Parceria técnica com a BIM WORKS Brasil, que apoiou a configuração e evolução do método.

Como destacou Gustavo:

“Mais importante do que as ferramentas foi a equipe que topou o desafio. Foi uma decisão que veio de cima e de baixo, com o comprometimento de todos.”

O legado: um novo padrão de projeto estrutural

Hoje, a Projenog colhe os frutos dessa transformação.
Com erros reduzidos, revisões mínimas e clientes satisfeitos, o escritório atingiu um novo patamar de produtividade e previsibilidade.
O modelo BIM se tornou o centro do processo — servindo não apenas para projetar, mas também para extrair custos, planejar obras e fortalecer a parceria com construtoras.

Conclusão

O case da Projenog mostra, na prática, como o BIM bem implantado pode mudar completamente a dinâmica de um escritório de projetos estruturais:

  • Mais qualidade e rastreabilidade;
  • Menos retrabalho e erros;
  • Resultados previsíveis e clientes mais satisfeitos.

Como disse Gustavo Peres, hoje parte da equipe da BIM WORKS Brasil:

“Se nós conseguimos, você também pode. Eu já passei por essa jornada — e posso ajudar o seu escritório a implantar um fluxo BIM que realmente funciona.”

Autor:
BIM WORKS Brasil – Especialistas em soluções BIM para projetistas de estruturas