Qual é o custo da sua ligação?
OTIMIZAÇÃO EM PROJETOS
Por: Juraj Sabatka | Tradução e Adaptação: Júlio Calsinski
O projeto de ligações para estruturas metálicas de acordo as normas é uma das responsabilidades do engenheiro calculista. Pergunto: quantas vezes você trabalhou com projetos onde os custos de fabricação ou montagem não eram importantes? Se não eram para o fornecedor, então, com certeza, foram importantes para quem pagou pela obra, seja um cliente privado ou então nós, pagadores de impostos. Não seria ótimo ter uma estimativa de quanto custará uma ligação enquanto você projeta?
O IDEA StatiCa permite que você dimensione suas ligações para estruturas metálicas de acordo com as normas (Eurocode e Americanas), mas também facilita a otimização do seu projeto. Normalmente, nos baseamos apenas na experiência do calculista ou do projetista para decidir que tipos de parafusos, chapas, enrijecedores, soldas, ou qualquer outra coisa que deve ser usada, para que a ligação seja segura e racional, não apenas do ponto de vista estrutural, mas, também eficiente em termos de custo. A composição do custo depende tanto das flutuações de preços das matérias primas, como também dos tipos de equipamentos e recursos disponíveis nas fábricas que irão produzir as estruturas.
Sim, a experiência profissional é muito importante, mas não seria útil poder ter uma estimativa de quanto custará uma ligação enquanto projetamos? Especialmente em um ambiente em constante mudança, com o sobe e desce dos preços das matérias primas e com as diferentes opções de fabricação? Obviamente, alguns Reais economizados em uma única ligação significam uma fortuna quando consideramos o número de ligações em toda a obra. Quem nunca ouviu comentários e reclamações dos “críticos de obra pronta”?
É por isso que o IDEA StatiCa tem uma funcionalidade que permite a você, que tem a responsabilidade da decisão sobre o tipo de ligação, seus detalhes e sua integridade estrutural, a possibilidade de calcular uma estimativa dos custos de produção.

Com esta funcionalidade, você pode estimar rapidamente o preço final da ligação e simular diferentes opções para otimizar o seu projeto em termos de custos. E o mais importante, mantendo em mente o fator mais crítico, a segurança.
Os preços de fabricação de uma ligação podem ser estimados facilmente com base no custo unitário por peso, por tipo de material ou percentual, nas configurações. Atualmente, os custos podem ser definidos para quatro agrupamentos básicos:
- Elementos de aço (chapas e perfis, dependendo do tipo de aço)
- Soldas (de filete simples e duplo, de topo ½ V e K, dependentes do tamanho da solda)
- Parafusos (dependendo do grau e do diâmetro)
- Furação (como uma porcentagem do custo dos parafusos)
O valor estimado da fabricação é apresentado na visualização da ligação em 3D, em destaque na figura abaixo. Os custos são atualizados em tempo real de acordo com as opções e configurações utilizadas no projeto.

Você pode definir a moeda, ou mesmo utilizar um indicador adimensional da sua fábrica, de acordo com suas preferências, novamente em configurações. Para que outras pessoas envolvidas no orçamento da obra possam verificar os custos ainda na fase de projeto, e não apenas apontar erros depois de tudo concluído, a estimativa de custo pode fazer parte da sua memória de cálculo, se você desejar. Basta escolher esta possibilidade nas configurações dos itens do projeto no relatório final.

Veja como esta estimativa de custos funciona
Junte-se a nós neste movimento, contra qualquer tipo de desperdício, seja de tempo, matéria prima, equipamentos, informação ou talento. As nossas ações e decisões fazem a diferença para um mundo mais sustentável, com projetos de melhor qualidade, mais duráveis, acessíveis e com uso mais racional dos recursos.

Em um mundo cada vez mais competitivo, mais complexo, mais interdependente, cada detalhe conta. Crie um ambiente colaborativo, com ênfase no alcance da informação para a colaboração de todos os envolvidos na cadeia produtiva, fazendo mais e melhor a cada dia, sabendo do impacto que pequenas melhorias trazem ao longo do tempo.
Nós fazemos a nossa parte e convidamos você a realizar o seu melhor. Vamos juntos. Você pode mais, agora. Experimente hoje mesmo o IDEA StatiCa.

(CSO&CFO IDEA StatiCa)

(Diretor BIM WORKS Brasil)
Ponte de serviço do Aeroporto de Heathrow no Reino Unido
ESTUDO DE CASO
Por: Ellis & Moore | Tradução e Adaptação: Júlio Calsinski
Neste projeto, o IDEA Connection foi utilizado na análise e no dimensionamento das ligações de uma estrutura treliçada de aço, com barras de seção tubular, localizada no aeroporto de Heathrow em Londres.
O projeto da estrutura principal foi entregue pela empresa de consultoria Mott MacDonald. A empreiteira responsável pela construção, a DHD Engineering, confiou ao nosso cliente, a Ellis & Moore Consulting Engineers, o projeto das ligações.
Neste artigo explicaremos as partes mais desafiadoras deste projeto especial e como as ligações foram resolvidas com sucesso utilizando o IDEA StatiCa Connection. Avaliaremos também o uso do Método dos Componentes (Component Method), presente no Eurocode, e provaremos que sua aplicação é praticamente impossível neste caso em particular.

Classificação dos nós para o cálculo manual

Primeiro, vamos explicar o método de cálculo quando uma ligação complexa precisa ser calculada manualmente. Usaremos como exemplo um nó do tipo N, mostrado na figura acima, que é um nó multiplanar. Para realizar um cálculo adequado usando o Método dos Componentes, precisamos reconhecer a configuração correspondente na Figura 7.1 do Eurocode (clique na imagem abaixo).

Pela geometria da ligação, podemos ver que ao longo da direção longitudinal marcada com o retângulo azul claro não há problemas. Pode ser claramente classificada como um nó do tipo N. Os problemas começam no plano enviesado, ou esconso! Então, eventualmente, temos dois nós “N” coexistentes com um nó “Y”.
Nessa direção, o problema pode ser claramente visualizado usando a captura de tela realista em 3D tirada do modelo final do IDEA StatiCa Connection (veja abaixo). Para esta configuração específica, não há orientação clara na norma e/ou os limites exigidos pelos parágrafos correspondentes para sobreposições etc. não estão necessariamente válidos. Nesse caso você precisa ouvir alguns conselhos de calculistas experientes, e aplicar a sua avaliação de engenharia adequadamente, se for usar o Método dos Componentes. Além disso, como as capturas de tela são tiradas com o projeto ligação concluído, podemos ver que vários enrijecedores foram utilizados para reforçar a ligação e, assim, atingir a capacidade resistente necessária. A existência desses enrijecedores por si só torna a conexão impossível de se calcular com a aplicação do Método dos Componentes.

Um projeto seguro com o Método CBFEM
Essas limitações do Método dos Componentes não se aplicam ao Método CBFEM e ao IDEA StatiCa Connection, porque o nó é modelado exatamente como é na realidade e é analisado como um elemento unificador em todas as direções, com elementos finitos. Assim, depois de aplicadas todas as forças, o modelo pode ser analisado, todos os esforços internos que atuam no nosso modelo são calculados e imediatamente podemos obter uma visão geral rápida de todas as verificações do dimensionamento pelo Eurocode que mostram se o projeto é seguro.
O que também é importante em comparação com o Método dos Componentes é que esse fluxo de trabalho é o mesmo para todos os tipos de ligação. Assim, se os perfis tubulares retangulares, por algum motivo, forem alterados para circulares ou para um perfil I, nenhuma consideração especial precisa ser levada em consideração. Esse não é o caso do Método dos Componentes, que possui regras especiais para cada tipo de seção transversal.

Uma nota sobre o cálculo de ligações no Reino Unido
Podemos dizer com segurança que, quando se trata de projetos de ligações metálicas, os engenheiros calculistas seguem um determinado procedimento que parece ser uma prática comum no Reino Unido. Para projetar as ligações, os engenheiros responsáveis pelo dimensionamento básico da estrutura fornecem indicações como as da imagem abaixo. Para que as informações sejam mais claras e simples possível, as ligações são agrupadas. Então, para cada grupo, é criado um envelope de forças atuantes. Com este procedimento forças na ligação são maiores que as reais, o que leva a um cálculo mais conservador, mas também facilita o fluxo de informações entre as duas partes. O problema com esta abordagem é que o superdimensionamento (pelo menos neste caso em particular) é tão grande que, sem os enrijecedores extras, os elementos soldados seriam incapazes de resistir às forças informadas.
Isso significa que o projetista das ligações fica, às vezes, em um beco sem saída, pois alterar o tamanho do elemento não seria aceitável e, caso ocorra, precisa ser devidamente justificado. Nesse caso específico, usar o IDEA StatiCa Connection foi a única maneira do cliente chegar a um projeto seguro sem precisar fazer uma análise complexa, utilizando ferramentas MEF genéricas, não otimizadas para ligações.

Um projeto mais econômico com o IDEA StatiCa
Essa prática comum, descrita anteriormente, também foi utilizada inicialmente nesta obra. Como consequência, com os envelopes das forças atuantes fornecidas pelos engenheiros calculistas da estrutura principal, o projeto das ligações ficou pouco econômico nos nós primários das treliças. Como vocês podem ver na foto abaixo, o anteprojeto de viabilidade gerou uma ligação muito pesada para um nó com 8 barras, localizada no meio do vão.

Após uma melhor troca de informações com os engenheiros consultores da estrutura principal, as forças revisadas produziram combinações mais realistas e um projeto mais viável. Essas forças foram usadas no IDEA StatiCa Connection, resultando em um projeto mais econômico, com menos chapas de reforço. O resultado desta nova abordagem de comunicação entre os diferentes envolvidos é ilustrado abaixo:

“Embora este tenha sido o primeiro grande projeto onde usamos o IDEA StatiCa, a filosofia geral e as práticas do software nos permitiram aperfeiçoar rapidamente essas ligações complexas que, normalmente, teríamos calculado manualmente. No IDEA StatiCa Connection, todas essas ligações foram resolvidas e, melhor ainda, sem nenhuma consideração especial a ser tomada. O fluxo de trabalho é comum, independentemente da geometria.
Outra coisa importante, a otimização dos detalhes da ligação reduziu os custos da fabricação e a montagem das treliças foi relativamente fácil.
Assim, o projeto foi considerado um sucesso por todos os envolvidos e a próxima fase da obra será realizada pela mesma equipe, com desafios semelhantes para os projetistas.”
Alexandre Bezas
Graduado com honras e Mestre em Engenharia Civil.
Engenheiro calculista sênior na Ellis & Moore Consulting Engineers, no Reino Unido.
Sobre a Ellis & Moore – Fundada em 1977, a Ellis & Moore é uma empresa premiada de engenharia estrutural e civil que atende uma ampla gama de clientes em soluções de projeto com visão empreendedora integradora. Temos experiência em projetos grandes, complexos e desafiadores, tanto para novas construções ou reformas. Com aproximadamente 30 funcionários, construímos uma reputação de trabalho colaborativo com alguns dos principais escritórios de arquitetura do país em desafiadoras estruturas de edifícios premiados.
Seu processo de cálculo de ligações é eficaz?
Por: Juraj Sabatka | Tradução e Adaptação: Júlio Calsinski
O projeto de ligações continua sendo um dos maiores desafios em projetos de estruturas metálicas. Em média, o cálculo e o dimensionamento de 20% das ligações consomem quase 70% de todo tempo dedicado ao projeto de ligações, de acordo com a nossa pesquisa com 600 engenheiros calculistas.

Você pode ter diferentes razões para usar ou não usar o IDEA StatiCa, mas quando estamos falando em números, a quais conclusões podemos chegar? Quanto tempo e dinheiro você economizará se adotar o IDEA StatiCa como sua ferramenta para cálculo de ligações? Coletamos os dados de centenas de engenheiros calculistas, e é isso que você vai ver aqui.
O cálculo de eficácia é uma forma de estimar o impacto de tempo e dinheiro na implementação da IDEA StatiCa em seus fluxos de trabalho para o cálculo e o dimensionamento de ligações. Analisamos os dados fornecidos por engenheiros calculistas e projetistas e conseguimos informações valiosas sobre como a comunidade de engenharia enfrenta esses desafios.
Desde janeiro de 2019, coletamos as contribuições de mais de mil engenheiros e usuários. Depois de eliminar as duplicidades e respostas incompletas, ficamos com 600 respostas de engenheiros calculistas ao redor do mundo. Veja o que eles dizem.
A maior parte do tempo (quase 70%) é gasto em ligações complexas

Com base nos dados coletados, um projeto de estruturas metálicas é composto, em média, por aproximadamente 46% de ligações simples, 32% de ligações moderadas e 22% de ligações complexas.

Os engenheiros calculistas gastaram aproximadamente 17 minutos para calcular e dimensionar uma ligação metálica simples, incluindo a geração da memória de cálculo e de todos os dados
necessários para as outras pessoas envolvidas no processo. Para ligações complexas, isso leva horas. As respostas recebidas variam muito, com um valor médio de cerca de 214 minutos.
O que isso significa? Que o cálculo e o dimensionamento de 20% das ligações metálicas em um projeto mediano consome quase 70% do tempo total dedicado ao projeto das ligações.
O Fluxo de Trabalho faz a diferença

A combinação de ferramentas mais mencionada é do Tekla Structures para detalhamento e do SAP2000 para análise estrutural, seguido de perto pelo Robot, ETABS e o SCIA Engineer. Vale lembrar que o IDEA StatiCa possui BIM links com todos esses e muitos outros softwares de cálculo e detalhamento.
Os calculistas gastam 34% do seu tempo com as ligações.
Com base nas respostas dos entrevistados, o projeto de ligações (incluindo tudo, desde análise, dimensionamento, memórias de cálculo, revisões, croquis ou detalhamento) consome, em média, 34% do tempo do engenheiro calculista. Isso significa aproximadamente 1/3 do seu tempo ou 54 horas mensais por pessoa (considerando 160 h/h por mês), com o método tradicional de trabalho, ou seja, antes de implementar o IDEA StatiCa.

A média foi de 3,6 engenheiros calculistas por escritório de projeto, o que significa 195 horas por mês dedicadas ao cálculo das ligações, 2.340 horas anuais
Comparativo em projeto de ligações
Estamos comparando os dados de quanto trabalho é consumido em cada tipo de ligação com os parâmetros de referência que coletamos de nossa base de clientes em 3.700 escritórios de engenharia e fabricantes de estruturas metálicas. Um engenheiro calculista qualificado ou um projetista, usando o IDEA StatiCa, pode projetar ligações metálicas em minutos:

Esse é um tempo médio em várias regiões, bem como com diferentes fluxos de trabalho. Algumas vezes, uma única pessoa faz todo o processo do cálculo da ligação, às vezes esse processo é dividido entre o engenheiro calculista e o projetista.
Ainda assim, não foi considerada neste estudo uma economia de tempo ainda maior, que pode ser obtida ao se evitar remodelar e entrar com os dados da ligação novamente no IDEA StatiCa, reutilizando os dados transferidos de outros aplicativos, com o uso dos BIM links. Isso se traduz em outros 5-10% do tempo economizado usando um BIM link CAD e aproximadamente 15% usando BIM links com o software de análise por elementos finitos (CAE/FEA).
Valor dos serviços de engenharia
O valor por hora de serviços de engenharia é muito diferente entre países e continentes. Uma média obtida de nossos entrevistados é de US$ 65 (EUR 54). Para o Brasil estimamos em R$ 170. Esse é um valor para serviços em geral, não diretamente relacionado com o cálculo de ligações, e que deve ser maior diante da complexidade da tarefa do cálculo de ligações! O trabalho de engenheiros calculistas e projetistas é importante para toda a cadeia produtiva da obra. Você agrega um enorme valor, então, não tenha medo de valorizar mais o seu trabalho!
Uma análise sobre seu processo no projeto de ligações
O cálculo de eficácia ajuda a visualizar onde você está agora e como seu processo de engenharia no projeto de ligações pode ser melhorado. Depois de considerar os dados (não é muito complicado) você obtém resultados claros para compartilhar com seus colegas no escritório e começar uma análise

Com o IDEA StatiCa você diminui a dificuldade no projeto das ligações. Ao ser mais eficaz no processo você economiza tempo e dinheiro. Mudar o método tradicional de trabalho representa:

A maior economia de tempo pode ser alcançada no projeto de ligações complexas, onde o IDEA StatiCa ajuda você a reduzir o tempo gasto em até 83%. Neste exemplo particular estamos considerando o uso de um BIM link CAD. Compare essa economia com o investimento necessário para equipar o seu time com o IDEA StatiCa, a ferramenta que ajuda você a economizar o recurso mais valioso do seu escritório, o tempo.
Considere essa melhoria em seus processos.
Você viu o que mais de 600 engenheiros calculistas disseram sobre o projeto de ligações. Agora se pergunte: como está o processo de engenharia no seu escritório? Os projetos atrasam e você está sobrecarregado? Você dorme tranquilo sabendo que todas as ligações foram analisadas corretamente? Seus colegas e o seu chefe estão abertos para discutir como melhorar a sua organização?
O projeto de ligações tem sido um dos maiores desafios dos projetos de estruturas metálicas, tanto na Europa, quanto na Ásia, nos Estados Unidos ou no Brasil. Ainda assim, não houve muita inovação neste campo nos últimos 20 anos. Engenheiros calculistas e projetistas merecem melhores ferramentas no trabalho. “Nós vislumbramos novas formas de trabalhar que irão revolucionar a forma tradicional hoje predominante na Indústria da Construção”. Incentivamos você a colocar os números na mesa e a melhorar seu processo de engenharia no projeto de ligações. Você pode mais, agora.
Nós fazemos a nossa parte e convidamos você a realizar o seu melhor.

(CSO&CFO IDEA StatiCa)

(Diretor BIM WORKS Brasil)
Artigo: “Saiba mais sobre a interoperabilidade e colaboração em projetos de engenharia”
Introdução
Este artigo foi elaborado com base em uma de nossas lives com a Juliana Remor sobre Interoperabilidade e Colaboração. Você pode ver ou rever este conteúdo no nosso canal: BIM WORKS Brasil, no YouTube:
Imagine a seguinte situação: o processo de desenvolvimento de um projeto de uma edificação em pré-fabricados.
Agora, pense na seguinte questão: Como um fluxo de trabalho BIM integra as diversas etapas do processo de engenharia com os demais projetos, reduzindo tarefas manuais, retrabalhos e otimizando o seu tempo?
Para representar, encenamos situações hipotéticas, mas corriqueiras, de quem trabalhar com projetos de engenharia, com a participação dos seguintes personagens:

Julio Calsinski (Proprietário): Um empresário bem-sucedido no ramo de móveis planejados, que vai abrir sua terceira loja. Ele teve uma experiência ruim durante a construção da sua segunda loja, e para evitar a experiência anterior, contatou uma empresa que trabalha em BIM, visando economizar tempo e dinheiro.

Juliana Remor (BIM Manager): Atua como ponte entre o projetista, calculista, fornecedores e o cliente final. Ela utiliza o BIMPLUS que é um Ambiente Comum de Dados (CDE), para gestão e controle dos projetos multidisciplinares. Trata-se de uma plataforma Online, onde todos os colaboradores têm acesso e são capazes de controlar e acompanhar o acesso às informações.

Rodrigo Costa (Calculista): Engenheiro com experiência em pré-fabricados, trabalha com o SCIA Engineer, software de cálculo que tem certificação Open BIM e que está preparado para o fluxo de trabalho BIM.

Gustavo Peres (Projetista): Trabalha na parte de detalhamentos de armaduras em BIM, utiliza o Allplan que é um dos poucos softwares capazes de armar e detalhar qualquer estrutura dentro de um método de trabalho BIM, que está preparado para a comunicação entre o software e as máquinas de corte e dobra de aço.
Desenvolvimento do projeto:
Todo projeto envolve uma grande quantidade de informações e detalhes, e o gerenciamento das disciplinas é um dos principais desafios que precisam ser planejados, para que as informações cheguem da forma correta aos integrantes.
O BIMPLUS foi escolhido como o Ambiente Comum de Dados, onde é possível compartilhar, em tempo real, os modelos, documentações da obra e consequentes modificações. Nesta plataforma, cada envolvido possui determinada função e permissão, e o cliente consegue acompanhar todo o desenvolvimento do projeto.
O modelo de análise foi feito no SCIA Engineer, baseado no sistema estrutural de pré-moldados. O software possui modelagem livre e a memória de cálculo (análise e dimensionamento) é extraída automaticamente em função do modelo mais atual.
Com o modelo arquitetônico e o pré-dimensionamento em mãos, o calculista resolve chamar os envolvidos para uma primeira reunião, com o objetivo de decidir se ele deve prosseguir para os dimensionamentos definitivos.
Eis que o cliente define a primeira modificação, uma redução de 50 cm no edifício para extensão do paisagismo. Por se tratar de uma etapa inicial, as modificações exigem pouco esforço e não são capazes de afetar o cronograma do projeto, quando bem gerenciadas.
Quando a arquitetura e o dimensionamento estiverem bem definidos, o projetista deve iniciar a modelagem e detalhamentos do projeto executivo. Mesmo assim, ainda devem aparecer possíveis modificações, principalmente na etapa de compatibilização dos projetos.
Durante a etapa de compatibilização de projetos, a BIM Manager, encontrou uma interferência das vigas com a tubulação no modelo hidrossanitário. Ela atribuiu ao projetista a tarefa de resolver esse problema no seu modelo, com um prazo para solução.

Além das disciplinas específicas de projetos, o BIMPLUS também permite que os fornecedores e responsáveis pelos cronogramas busquem e insiram suas informações.
O cliente solicitou a extração uma lista de compra, para orçar a aquisição do ferro cortado e dobrado. As listas de materiais podem ser obtidas assim que o modelo estiver pronto, mesmo sem que os detalhamentos tenham sido finalizados.
As listas trazem todas as informações que foram inseridas no modelo, áreas, volumes, pesos, especificações etc.

Conclusão
Existem diversas modificações que podem ocorrer durante o projeto, a ideia é mostrar um pouquinho de cada detalhe em que o método de trabalho BIM pode ajudar.
Uma realidade no mundo dos projetos é que quem faz projeto está sempre atrasado, não é isso?
O proprietário quase sempre começa cobrando os desenhos, que fazem parte das últimas etapas. Mas, em um fluxo de trabalho BIM, ele consegue ver o modelo, compartilhar algumas ideias, prever algumas situações e fazer modificações em uma etapa bem inicial de projeto, quando ainda não se tem desenhos emitidos.
Os fornecedores também podem se beneficiar, ao entregarem orçamentos mais precisos, com mais antecedência, podem negociar melhores condições de entrega dentro dos prazos previstos. E em alguns casos, a sua experiência pode ser explorada, ainda na etapa de projeto, influenciando até mesmo a tomada de decisão, onde o custo do material/execução é crucial.
No início do projeto, as modificações, tem um impacto muito grande sobre melhorias do seu projeto e na execução, mas com custo pequeno, à medida que sua obra vai avançando existem menos oportunidades para fazer as alterações e se você fizer essas alterações elas vão ficando cada vez mais caras.
A forma tradicional, CAD, não permite que: algumas tomadas de decisão sejam realizadas no início do projeto, todos os participantes estejam sempre cientes do andamento e de todas as modificações, os orçamentos sejam realizados com precisão antes dos detalhamentos, ou os fornecedores possam ser inseridos logo no início do projeto etc.
Enquanto isso, no BIM, uma vez que uma informação foi incluída no seu modelo, em alguma etapa do seu projeto, ela estará disponível para ser extraída a qualquer momento, por quem quiser e para qualquer propósito. Isso é fantástico!
Perguntas:
Entre várias pessoas empolgadas com a live selecionamos algumas perguntas:
1 – Filemon Júnior: “É possível indicar no modelo as alterações?”
– Gustavo: “É sim, na verdade dentro do BIMPLUS existe um aplicativo que quando você carrega dois modelos, onde um é uma revisão do outro, ele vai identificar o que que mudou de um modelo para o outro, então você não precisa indicar, o BIMPUS vai indicar pra você o que mudou.”
2 – Natalia: “Qual a diferença entre IFC e BCF?”
– Juliana Remor: “O IFC é um modelo 3D com as informações que você retira para ter aquele modelo que você visualiza, eu diria que o IFC é como se fosse um PDF, só que em 3D para você visualizar, ele um modelo que você não pode modificar, mas que você vai usar para tirar informações para comparar com o outro. O BCF é como um modelo de texto, eu brinco assim até que ele é WhatsApp do BIM, quando você vê o erro e manda uma foto para uma pessoa indicando onde tem que arrumar, esse seria o BCF, só que em vez de mandar por WhatsApp, onde as mensagens vão se perder, fica tudo catalogado na nuvem, e por ser um modelo aberto independente do software que você utiliza você é capaz de abrir na coordenada correta da indicação.”
Considerações finais
Juliana: “Convido a todos os interessados em ingressar no fluxo de trabalho BIM a participarem da Jornada do BIM HERO, para infraestrutura, que contará com profissionais especialistas em BIM. Será do dia 29 de agosto a 1 de setembro.”
https://inscricoes.jornadadobimhero.com.br/inscricoes-jornadadobimhero
Julio: “Convido todos, também, ao evento mundial BUILD THE FUTURE, que abordará a versão 2022 do ALLPLAN Engineering, BIMPLUS e ocorrerá nos dias 20 e 21 de outubro.”
https://www.allplan.com/build-the-future/
Projeto multidisciplinar de píer e edificação em concreto armado executado em BIM
O que são os concursos estudantis que o IBRACON?
O IBRACON (Instituto Brasileiro de Concreto) organiza anualmente um congresso com o objetivo de divulgar novidades em termos de pesquisa científica, tecnologia e inovações, nos âmbitos de projeto estrutural, metodologia construtiva, materiais de construção e propriedade dos materiais.
O congresso além de expor e fomentar as novidades tem também como objetivo aproximar o universo acadêmico com o mundo profissional do setor da construção civil, portanto conta ainda com empresas e palestras do ramo.
Atualmente o congresso conta com sete concursos estudantis, onde por meio de uma equipe, alunos das mais diversas áreas que possuem relação com a construção civil podem participar.
Qual foi a proposta do projeto vencedor?
O projeto vencedor, na categoria “Ousadia”, sendo esta categoria a que visa desafiar os estudantes a realizar um projeto de arquitetura e engenharia em um ponto específico da cidade na qual o congresso será sediado.
Em 2020, a situação apresentada se passou na cidade de Florianópolis – SC, no Complexo dos Coqueiros, onde a equipe deveria revitalizar o parque e inserir duas novas estruturas.
Figura 1: Parque atual
Edificação:
O primeiro elemento a ser introduzido era o de edificação, sendo uma estrutura que comportasse: lojas e restaurantes.
Esse projeto deveria respeitar o limite de construção com uma área de 100m², o projeto apresentado pela equipe optou por uma estrutura retangular, lançada ao terreno sendo 50m x 20m, sendo as 4 faces abertas visando o contato com o parque.
Figura 2: Vista humanizada – Edificação
Ademais, para vencer o vão principal de 50m, foi utilizado um arco em cada lado, os quais sustentam a cobertura composta por uma grelha e uma laje.
A estrutura inferior, o piso, foi feito em laje com as sustentações mais internas, deixando suas extremidades em balanço, criando uma sensação de leveza.
Figura 3: Modelagem, deslocamento global e taxa de armadura – SCIA ENGINEER
Figura 4: Forma e Armaçoes – ALLPLAN
Píer Fixo:
Tendo como propósito fomentar o transporte marítimo, foi criado a estrutura de um píer fixo que entra 180 metros dentro do mar.
Figura 5: Vista humanizada – Píer Fixo
Por ser uma estrutura muito grande, visando a viabilidade da construção, a equipe se preocupou com a vivência no píer, optando por uma estrutura larga com 6 metros e um mirante em balanço.
Com o objetivo de oferecer uma área confortável de vivência, foi projetado um píer flutuante no meio do caminho, que permite que as pessoas percorram sobre ele.
Figura 6: Detalhamento da Estrutura – ALLPLAN
Quais foram os desafios do projeto vencedor?
Podem-se mencionar dois desafios que foram relevantes ao projeto, o primeiro em relação ao Teor de complexidade do Píer que por conta da maré, do efeito de ressaca, tem algumas ações ascendentes que trouxeram uma complexidade que o grupo nunca tinha visto antes e foi muito desafiador. Foi feita toda análise de deslocamento global para o grupo conseguir chegar enfim na modelagem, o pessoal da arquitetura trabalhando no Revit, e o pessoal da engenharia dando continuidade, utilizando o Allplan Engineering para fazer toda a parte de detalhamento.
Figura 7: Disposição das Reações e Detalhamento da Estrutura – ALLPLAN
O segundo desafio foi em relação ao tempo. O grupo tinha de 4 a 5 meses para entregar o projeto, conciliando com a graduação foi considerado um dos pontos mais difíceis de lidar no desenvolvimento.
Benefícios do método utilizado (fluxo de trabalho BIM, softwares e suporte BIMWORKS)?
No início do projeto um dos objetivos da equipe era reformular a utilização de softwares e trazer mais eficiência nesse aspecto, a opção mais sábia seria incorporar softwares BIM, utilizando arquivos neutros e a interoperabilidade e compartilhamento de informação entre os softwares das diversas disciplinas. O pessoal da arquitetura estavam adaptados ao uso do Revit, o que já ajudava bastante no projeto, mas os da engenharia não estavam conseguindo incorporar tão bem assim softwares, especialmente softwares BIM.
Incorporar softwares BIM era um grande objetivo, logo antes mesmo de sair o edital do concurso o grupo teve o primeiro contato com a BIMWORKS e foi realmente uma parceria que fez toda diferença e que favoreceu bastante.
Normalmente é corrido o tempo para fazer o projeto e a utilização eficiente desse tempo faz toda diferença, com a inserção de softwares que fazem isso de forma eficaz eles puderam ter essa tranquilidade.
No final do projeto em 2019 um dos pontos que a equipe sabia que tinha que melhorar era essa questão de eficiência, como eles lidavam com os softwares e como lidavam com algumas partes mais manuais do projeto como por exemplo o detalhamento.
O SCIA era um software que eles já conheciam, já tinham tido alguns treinamentos em alguns eventos e um contato com o suporte que se mostrou muito eficiente, como na semana de engenharia e outros, então por parte principalmente da equipe de engenharia, que eram os que mais lidavam com projeto estrutural, o grupo já tinha essa proximidade.
Já o Allplan era totalmente novo, mas o que eles precisavam realmente era uma maneira mais eficiente de fazer o detalhamento.
Em 2019 a equipe teve muitas idas e vindas no projeto e muitas mudanças da estrutura, então eles ficaram muito tempo atualizando detalhamento, sabiam que precisavam fazer essa parte de uma maneira mais eficiente, então o Allplan foi uma primeira possibilidade que apareceu para eles.
Com a utilização o grupo acabou se apaixonando e viu que o Allplan traz um nível de eficiência muito grande, eles acreditam que utiliza-lo foi uma decisão puxada um pouco pela familiaridade que possuíam com o SCIA, mas acabaram ficando bem próximos de ambos os softwares e ambos acabaram ajudando muito.
Trabalhar com o BIM na prática fez toda diferença, se tomarmos como referência o ano de 2020, que aconteceu o projeto, a equipe não estava presente presencialmente.
Eles começaram o projeto e logo na primeira, segunda semana, que tinham feito apenas uma reunião, já começou a pandemia.
Acabaram ficando remotos, e por não estarem na mesma sala realizando o projeto, e não terem a chance de estar próximos, todas essas confirmações de pequenos detalhes do projeto teriam sido muito mais difíceis de acontecer se o compartilhamento de informações não fossem feitos através desses softwares BIM.
Então eles ajudaram bastante também o grupo nesse compartilhamento, uma vez que você tem uma eficiência muito mais alavancada com eles, fez toda diferença nesse sentido e especialmente nesse ambiente remoto foi algo que foi imprescindível pra equipe.
Quais tipos de conhecimentos foram agregados com a participação no concurso, como foi conciliar o concurso com a graduação?
Muitos conhecimentos foram agregados com a participação no concurso. A grandiosidade e amplo escopo do projeto possibilitaram a multidisciplinariedade nunca vivenciada anteriormente através da integração de diferentes áreas de estudo. São exemplos: projeto arquitetônico, estudo do entorno, acessibilidade, sustentabilidade, cálculo e detalhamento estrutural, métodos construtivos, durabilidade, viabilidade econômica, etc.
O projeto permitiu à equipe vivenciar o BIM na prática, aprendendo novos softwares, por meio da utilização e interoperabilidade entre eles. Eles utilizaram o Revit para projeto arquitetônico, SCIA Engineer para modelagem, cálculo, dimensionamento e análise estrutural e ALLPLAN Engineering para detalhamento de estruturas de concreto armado.
O estudante também pontuou o fato de a equipe possuir 15 estudantes de engenharia e arquitetura em vários níveis da graduação, com pontos de vista e vivências diferentes. Essa diversidade permitiu uma rica troca de experiências e transferência de conhecimento entre eles. Além disso, a participação no concurso gerou notoriedade e reconhecimento no meio de patrocinadores, que são empresas referências nas áreas de engenharia civil e arquitetura, favorecendo a inserção dos estudantes no mercado de trabalho.
O tempo foi um desafio para os alunos. Foi possível conciliar o projeto com a faculdade, pois todos priorizavam as atividades acadêmicas e possuíam acordo prévio para organização de reuniões e atividades, considerando o cronograma da universidade. Assim sendo, eles dedicavam maior tempo durante as férias e feriados, somados à motivação e ao interesse comum com a evolução do trabalho.
Pontos fundamentais para vencerem o concurso.
A postura e a organização da equipe foram essenciais para a vitória. A estratégia adotada foi a especialização da equipe em áreas profissionais (arquitetura, estrutura, métodos construtivos, sustentabilidade, etc.), de acordo com a capacidade e familiaridade de cada um, de modo a tornar o trabalho mais eficiente.
A utilização dos softwares contribuiu para a qualidade do projeto, principalmente o ALLPLAN, que gerou um detalhamento mais eficiente, poupando bastante tempo em comparação ao método manual, segundo Márcio. A equipe realizou o treinamento do software e contou com o suporte da BIM WORKS durante o projeto.
Assim como no concurso, a utilização do fluxo de trabalho BIM agrega valor ao trabalho, fazendo com que o profissional se destaque no mercado cada vez mais competitivo. Além de garantir mais qualidade ao projeto, implica mais produtividade, redução dos custos e de problemas na execução, entre outros impactos.
Figura 8: Fluxo de trabalho BIM
Tubos de aço circulares tracionados em situação de incêndio
No desenvolvimento de projetos de estruturas de aço (fotografia 1), pode ser necessário levar em conta o desempenho estrutural em caso de ocorrência de incêndio. Isto porque a elevação progressiva da temperatura promove efeitos deletérios na estrutura, e pode ocasionar um colapso prematuro. “A exposição do aço a altas temperaturas faz degenerar suas características físicas e químicas, o que causa redução de rigidez e resistência” (MARTINS, 2000, p.18).

Silva (1997) afirma que o aumento da temperatura nos elementos estruturais, causa redução da resistência, redução do módulo de elasticidade e o aparecimento de esforços solicitantes adicionais (ações indiretas), nas estruturas em que há restrições às deformações térmicas.
DIMENSIONAMENTO EM SITUAÇÃO DE INCÊNDIO
De acordo com a NBR ABNT 14323, o dimensionamento de uma estrutura em situação de incêndio pode ser feito por meio do método simplificado. Neste caso, a distribuição da temperatura na seção transversal e ao longo do comprimento do elemento deve ser considerada uniforme.
A norma NBR ABNT 14323, considera que no caso de ser adotada a exposição ao incêndio-padrão no dimensionamento, efeitos de expansões térmicas das barras podem ser sempre desprezados.
O método simplificado de dimensionamento é utilizado em elementos estruturais envolvidos pelos gases quentes, devido a ocorrência de um incêndio no interior de um compartimento. Aplica-se também para elementos externos, mas neste caso o efeito do incêndio é de menor severidade. Segundo Martins (2000), o método simplificado geralmente conduz a resultados conservativos (Fluxograma 1).

As expressões para obtenção dos valores da capacidade resistente dos elementos estruturais de aço, fornecidas na NBR ABNT 14323, se aplicam à situação em que a distribuição de temperatura na seção transversal seja uniforme em sua seção transversal e ao longo do comprimento.
Esforço resistente de cálculo para tubos tracionados
Tubos de aço axialmente tracionados, previstos pela NBR 8800 e NBR 14762, podem ter sua força axial resistente de cálculo em situação de incêndio, para o estado-limite último de escoamento da área bruta, determinado por:

“O estado-limite último de ruptura da seção líquida efetiva não precisa ser considerado, desde que haja um parafuso em cada furo, uma vez que a temperatura do aço será menor na ligação devido à presença de material adicional” (SILVA, 1997, p.76).
Redução das propriedades mecânicas
O aço, assim como outros materiais estruturais, quando submetido a altas temperaturas sofre uma redução da sua resistência (Gráfico 1).

Para taxa de aquecimento entre 2 °C/min e 50 °C/min, a NBR ABNT 14323 fornece fatores de redução (Tabela 1), relativos aos valores a 20 °C, da resistência ao escoamento e do módulo de elasticidade do aço, de modo que:

Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF)
A ABNT NBR 14432 (Exigência de resistência ao fogo de elementos de construção de edificações – Procedimento) descreve a exigência de resistência ao fogo determinando em forma de tempo, de duas formas: TRRF (tempo requerido de resistência ao fogo) ou do tempo equivalente.
Os tempos são preestabelecidos entre 30 e 120 minutos, com intervalos de 30 minutos, em função da altura da edificação, da área do pavimento, da ocupação do edifício, das medidas de proteção ativa disponíveis, etc.
Para Vargas e Silva (2003, p.18) “à medida que o risco à vida humana é considerado maior, devido à ocupação e a altura do edifício, a exigência torna-se mais rigorosa e o tempo requerido de resistência ao fogo aumenta”.
Temperatura em função do tempo pelo incêndio-padrão
A temperatura em função do tempo do incêndio é difícil de ser determinada e se altera para cada situação estudada. Convencionou se adotar uma curva padronizada pela ISO 834, como modelo para a análise experimental de estruturas. Esse modelo é conhecido como modelo do incêndio-padrão (Gráfico 2). É importante ressaltar, que essa curva não representa um incêndio real, e sim uma simplificação.

Silva (1997) afirma que na falta de estudos mais realísticos essa curva padronizada para ensaios poderá ser adotada como curva temperatura-tempo dos gases.
DIMENSIONAMENTO DE TUBOS TRACIONADOS
Para a verificação da influência da temperatura devido ao incêndio, foi realizado o cálculo da capacidade resistente de tubos (Tabela 3), com três diâmetros diferentes de tubos e diversas espessuras para algumas hipóteses de cálculo:
· Curva de incêndio-padrão para determinação da temperatura dos gases;
· TRRF de 30 minutos, determinados pela ABNT NBR 14432;
· Método simplificado de cálculo expostos na ABN NBR 14323;
· Uso de planilhas para o cálculo dos diversos tubos.
· Tensão de escoamento do aço e módulo de elasticidade E=20000 kN/cm² em temperatura ambiente.
· Estado-limite último escoamento da seção bruta.

Métodos simplificados da norma NBR ABNT 14323 mostram uma alta perda de capacidade resistente em tubos não revestidos, em situação de incêndio (Gráfico 4).

Segundo Mesquita (2015), quando um elemento estrutural não possui capacidade resistente para garantir a resistência ao fogo, o projetista pode alterar o tubo estrutural, buscando um de melhor competência em situação de incêndio, ou poderá garantir a resistência ao fogo necessária através da utilização de um material de proteção ao fogo.
Por este motivo, uma opção para proteção passiva é o uso de tintas intumescentes. Quando a temperatura superficial se aproxima de 200ºC, a resina da tinta começa a amolecer, favorecendo a ocorrência das reações químicas do sistema intumescente. Ocorre uma formação de espuma carbônica, podendo se expandir em até cem vezes em relação à camada inicial. O resultado final é uma barreira de carvão (cinzas do material queimado) firmemente aderida ao substrato ao qual oferece isolamento térmico, que fornece um isolamento térmico (Gráfico 6).

Quando estas estruturas não são isentas das verificações de dimensionamento em situação de incêndio, elas devem ser submetidas à análise de acordo com as normas vigentes. O estudo sobre ações de incêndio no Brasil é recente, e as normas atuais, com seus métodos simplificados, trazem resultados conservadores.
Hoje com o SCIA Engineer podemos verificar a variação da resistência do aço de acordo com a norma Eurocode.
Daniel Ferraz de Souza
Cel: +55 11 979522754
Email: engenheirodoaco@gmail.com
Linkedin: www.linkedin.com/in/daniel-ferraz
Site: www.engenheirodoaco.com.br/
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14323: Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios em situação de incêndio. 2 ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2013. 66 p.
MARTINS, Michele Mendonça. Dimensionamento de Estruturas de Aço em Situação de Incêndio. 2000. 233 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Engenharia, UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2000.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8800:2008: Projeto de Estruturas de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto de Edifícios. 2ª ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2008. 609 p
SILVA, Valdir Pignatta. Estruturas de Aço em Situação de Incêndio. 1997. 189 f. Tese (Doutorado) – Curso de Engenharia, Escola Politécnica USP, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997.
VARGAS, Mauri Resende; SILVA, Valdir Pignatta e. Resistência ao Fogo das Estruturas de Aço. Rio de Janeiro: Centro Brasileiro da Construção em Aço – CBCA, 2003. 74 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações”. Procedimento. NBR 14432. Rio de Janeiro. 2000.GUIMARÃES, Patricia Pamplona de Oliveira. Sobre dimensionamento do revestimento contra fogo de estruturas de aço. 2007. 266 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Engenharia Civil, Escola Politécnica Usp, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
Lendo e entendendo uma tabela de perfil de aços estruturais
Você entende as propriedades geométricas das tabelas de perfis, além das espessuras de mesa, alma, aba? Pode ser bastante útil saber todas as informações que constam nas tabelas.
Ix ou Iy – A inércia I está relacionada com as tensões e deformações que aparecem por flexão em um elemento estrutural e, portanto, junto com as propriedades do material, determina a resistência de um elemento estrutural sob flexão.
Perceba que a inércia em torno do eixo x-x de um perfil I é maior que o eixo y-y, e isso se deve a diferença de altura e quantidade de seção transversal mais afastadas do eixo. Por isso você não usa um perfil I trabalhando como viga “deitada”, mas sempre fletindo em torno de x-x por ter maior inércia;
Wx ou Wy – Módulo de Resistência elástico W é dado pela razão da inércia pela distância da extremidade da seção até o baricentro
W=I/y
Representa como determinado tipo de seção reage ao esforço, ou seja, a resistência da seção em relação ao esforço de flexão. A tensão atuante no perfil é a razão do Momento fletor M pelo módulo de resistência W
σ=M/W
ou
= M.y / I

rx ou ry – Se concentrarmos uma área da seção transversal em uma faixa estreita, paralela ao eixo x, e com o mesmo momento de inércia Ix, a distância dessa faixa ao eixo x, é denominada “Raio de Giração”. Define-se raio de giração como sendo a raiz quadrada da relação entre o momento de inércia e a área da superfície.
r=IAs
Zx ou Zy – O módulo resistente plástico Z é uma função geométrica análoga ao módulo de resistência elástico W. Pode ser adotado como razão do momento de plastificação da seção Mpl e a tensão de escoamento fy.
Z=Mplfy
O momento de plastificação Mpl é aquele com flexão suficiente para fazer que toda a área da seção transvesal atinja a tensão de escoamento fy por compressão e tração. É bastante útil para pré-dimensionamento de perfis.
Escolhendo um perfil em Software de análise Estrutural
Uma vez que entendemos todas as propriedades mecânicas das seções transversais podemos usar todo o potencial de análise do SCIA Engineer para fazer as melhores escolhas para uma estrutura.
O SCIA conta com biblioteca dos principais perfis estruturais usados do mercado, de vários fabricantes. Você mesmo consegue criar novos perfis e desenvolver sua própria biblioteca.

Com a escolha dos perfis temos rapidamente acesso às propriedades geométricas. É importante lembrar que o SCIA trabalha com sistema de orientação europeu, por isso o eixo vertical da seção transversal é o eixo z e o eixo horizontal da seção transversal é o eixo y. Apenas precisamos lembrar disso para analisar inércias, raios de giração e módulos de resistência.

Eng. Daniel Ferraz
Estudantes de Engenharia que pensam em seguir uma carreira em BIM, por onde começar?
Existe uma gama enorme de cursos sobre o método BIM mas, afinal, qual deles é o mais indicado para quem está começando? Eu diria que nenhum deles, mas vamos desenvolver o nosso próprio senso crítico juntos.

Todo mundo fala sobre o BIM, ninguém entende realmente como fazer, todos pensam que os demais estão fazendo, então todos dizem que também estão fazendo. Esse efeito também é conhecido como conformidade social, um comportamento do nosso cérebro que nos leva a seguir uma determinada prática para acompanhar um grupo.
Então quer dizer que talvez você não precise entender do que se trata? Posso afirmar que nós seremos impactados de uma forma ou de outra pelo BIM, seja você um profissional que queira trabalhar em campo, ou dentro de um escritório de projetos. Então, você precisa, sim, conhecer, e conhecer bem, como trabalhar a favor do método.
Mas é preciso começar do ponto certo, praticando, colocando a mão na massa, e a primeira dica é que você comece desde cedo a trabalhar de forma colaborativa, independente do ano em que você está na faculdade.
O BIM no ensino superior de engenharia.
A faculdade é provavelmente a primeira grande oportunidade de conquistar essas habilidades. Mas, mesmo com um longo período de tempo imerso no seu futuro profissional, você provavelmente vai encontrar falhas e dificuldades para atingir as competências exigidas pelo mercado de trabalho.
Muitos cursos já inseriram na ementa as disciplinas relacionadas ao BIM. Mas é impossível, por melhor que seja a sua faculdade, ou curso, abranger tudo o que existe sobre BIM, garantir que você aprenda sobre todas as ferramentas, todos os softwares que podem te ajudar a trabalhar melhor.
No geral, as faculdades vão ensinar os conceitos e as metodologias, mas o que é mais importante do que isso? Aprender sobre como resolver problemas de maneira colaborativa. Desde cedo, trabalhe com softwares OPEN BIM, softwares que você consiga trocar informações de forma livre e aberta.

Busque o que há de mais avançado em termos de tecnologia e desenvolva seus trabalhos acadêmicos dentro dessas plataformas, aproveitando as oportunidades que os desenvolvedores de softwares fornecem para estudantes ao conceder licenças acadêmicas gratuitas.
Resumindo, ler é muito importante, mas praticar é essencial. Ninguém aprende a jogar futebol apenas com um livro na mão.
Cursos profissionalizantes e pós-graduações.
É tudo uma questão de objetivos e timing. Provavelmente todos nós já ouvimos falar que “o tempo é o recurso mais precioso que temos” e, se você ainda não chegou a essa conclusão, é porque você parou no tempo.
Cursos profissionalizantes tem o principal objetivo de nos preparar para exercer alguma função, então primeiro defina o seu objetivo para depois escolher o curso.
Vejo muitas pessoas que procuram logo de cara um curso para se tornar BIM Manager, mas nunca trabalharam com um software BIM, nem mesmo em um projeto multidisciplinar. O BIM Manager é o responsável por gerenciar o desenvolvimento de um projeto em BIM, ou seja, no mínimo ele precisa ter um conhecimento crítico de cada fase do desenvolvimento de um projeto.

É claro que cursos como esses devem apresentar algumas situações e exemplos práticos, até mesmo para que você consiga compreender melhor. Mas é incontestável o fato de que se você levar suas próprias experiências, sairá com uma visão totalmente diferente de quem só aceitou o que foi apresentado.
Portanto, empenhe-se em aprimorar as habilidades que façam sentido, ou que serão exigidas em um curto intervalo de tempo.
Enfim, por onde começar?
Traçar um caminho para alcançar um objetivo é mais difícil do que parece. Poderíamos pegar gêmeos monozigóticos, que sempre estudaram na mesma escola, fizeram as mesmas atividades e até se graduaram na mesma universidade e provavelmente ambos teriam trajetórias profissionais diferentes em algum momento.
Mas posso garantir que deve haver um ponto importante em comum dentro da maioria das carreiras de sucesso. Existe um começo, meio e fim. Ninguém deveria assumir um cargo de liderança, ou gerência, sem antes ter participado das funções de produção.
Se você está no início da sua graduação, busque solucionar suas atividades por meio de ferramentas que serão exigidas quando você ingressar no mercado, nem que sirva apenas para você poder comparar os resultados.

Se você já está para se formar, provavelmente já deve ter ideia de onde quer atuar. Então, tente estagiar na área. Essa é provavelmente uma das melhores opções para essa fase. Participe também de atividades extracurriculares como, por exemplo, concursos que vão exigir que você se aventure em todas as etapas de um projeto fictício. Existem inúmeros concursos nacionais e internacionais para estudantes de engenharia que querem se desafiar.
Se você se formou e não tem mais a opção de estagiar, procure cursos que serão importantes principalmente para a função na qual você se encontra no momento, ou que pretende iniciar.
Como a BIM WORKS pode te ajudar?
Mais do que dar acesso às licenças acadêmicas dos softwares BIM aos estudantes, oferecemos também a oportunidade de você poder contar com nossa equipe de engenheiros experientes para sanar dúvidas.

Contamos também com diversos conteúdos e cursos online e gratuitos, que aplicam e ensinam resolver situações diárias da engenharia por meio das nossas ferramentas:
Dimensionamento de Passarela Metálica com o Daniel Ferraz (Engenheiro do AÇO)
Cálculo Estrutural – Treinamento Básico do SCIA Engineer
Detalhamento de Estruturas de Concreto – Treinamento Essencial do ALLPLAN Engineering
Cálculo de Estruturas Metálicas – Treinamento avançado do SCIA Engineer
Detalhamento de uma Viga Protendida – Treinamento Avançado do ALLPLAN Engineering
Projetos de Instalações no DDS-CAD
Como o BIM está mudando a maneira de projetar?
Muita gente pensa que: da mesma forma que o CAD substituiu o desenho à mão, o BIM agora está substituindo o CAD. Isso é um grande equívoco. No primeiro caso o que mudou foi a ferramenta (a caneta pelo mouse), e não, o processo. O fluxo de trabalho BIM muda o processo, e isso faz toda a diferença.
Pense no trabalho repetitivo que você faz hoje. Quantas vezes você precisa entrar com a mesma informação em lugares diferentes? E uma informação, já adicionada por alguém em uma fase anterior, que precisa ser inserida novamente?
Pense no processo para concluir um empreendimento. A informação não chega no tempo certo? Você já precisou decidir entre duas informações conflitantes qual das duas adotar para não paralisar o trabalho? Já escutou aquela famosa frase, “na obra eles resolvem”? Quantas vezes você precisou fazer tudo novamente porque alguém decidiu que deveria ser diferente?
Um fluxo de trabalho BIM, com as ferramentas adequadas, permite o desenvolvimento de projetos aproveitando as informações de diferentes disciplinas e a criação de um ambiente de integração colaborativo. Com diferentes visões sobre um modelo é possível antecipar soluções para potenciais conflitos e interferências. Ao construir virtualmente um projeto se reduz o número de imprevistos e o tempo de execução na obra, com menos mudanças e mais precisão nos custos.
Com o BIM, juntos, podemos entregar projetos melhores que geram ganhos ao longo do ciclo de vida do empreendimento. Estamos nesse caminho, desenvolvendo ferramentas BIM que agilizam trabalhos de quem faz projetos de engenharia, como o SCIA, o Allplan ou o DDS-CAD. Assim podemos usar nosso tempo para pensar em alternativas e soluções criativas, com inteligência.

Quais são as maiores vantagens de se usar o BIM agora, no seu escritório?
A primeira é que obras públicas e clientes importantes estão exigindo o BIM, cada vez mais. O que antes era uma vantagem competitiva passa ser um critério de seleção. Portanto, ser capaz de entregar projetos em BIM pode fazer a diferença nas receitas da sua empresa.
A segunda, e mais importante, é que um fluxo de trabalho BIM melhora seus processos internos. Mesmo que o seu modelo fique restrito ao seu escritório, mesmo que você não receba o modelo de arquitetura.
Com o SCIA Engineer a memória de cálculo fica integrada ao modelo. Quando o cliente pede uma revisão, as alterações que você fez no modelo de análise estrutural são atualizadas na memória de cálculo. Quantas ferramentas diferentes você usa para concluir o seu trabalho? Programe aquela sua planilha no Excel usando o Open Design do SCIA Design Forms e tenha a certeza de estar usando os mesmos parâmetros, sempre.
Você pode dizer que, para seus clientes, o que importa mesmo são os desenhos CAD 2D. Mas e se, além disso, você também fornecer alguns PDFs em 3D mostrando os detalhes das armaduras mais complexas? Com o Allplan Engineering você gasta menos tempo no telefone para resolver problemas e se concentra mais naquilo que realmente importa.
“Transformação Digital não é simplesmente uma automatização dos atuais processos. Seu objetivo é poder humanizar as relações internas e externas, criando novos processos usando a Tecnologia para provocar novas interações humanas.”
Prof. Yogui.
Muita gente pensa que: da mesma forma que o CAD substituiu o desenho à mão, o BIM agora está substituindo o CAD. Isso é um grande equívoco. No primeiro caso o que mudou foi a ferramenta (a caneta pelo mouse), e não, o processo. O fluxo de trabalho BIM muda o processo, e isso faz toda a diferença.
Um dos principais objetivos do BIM é “provocar novas interações humanas”.
Você já pensou sobre isso?

TOP-DOWN ou BOTTOM-UP?
São essas as duas principais abordagens para implementação do BIM em uma empresa. Na primeira, de cima para baixo, uma equipe mobiliza esforços para atender um edital de concorrência que exige a entrega dos projetos em BIM. Na segunda, de baixo para cima, uma equipe repensa seus processos e identifica um ganho na adoção do BIM.
Definitivamente, prefiro a segunda abordagem. Por uma razão muito simples, ela potencializa os resultados. E ter bons resultados é o maior fator de motivação que uma equipe de implementação pode ter.
Não se preocupe apenas em atender o edital que exigia a entrega, na fase de Projeto, em LOD 300. Identifique os diversos ganhos na fase da Construção, se as estruturas de concreto armado forem entregues em LOD 400. Por melhor que seja sua equipe de desenho de armaduras em um processo tradicional CAD, os resultados são sempre melhores em um fluxo de trabalho BIM, especialmente se estiver usando a ferramenta mais adequada.
Olhe sua implementação de BIM por um outro ângulo e enxergue as oportunidades de ganho, dentro da sua empresa e fora dela, para o seu cliente.

Quais são os maiores desafios para a implantação do BIM?
Sempre digo aos meus clientes que o principal desafio é a “segunda-feira”. O aprendizado de uma nova ferramenta ou metodologia, por si só, já é desafiador. Some-se a isso a pressão do tempo para a entrega, e um cenário caótico está montado. Tomou a decisão de implantar o BIM na sua empresa? Escolha um projeto piloto, monte um time de primeira linha, mas dê a eles um prazo de entrega maior do que acredita ser necessário.
Se seus clientes não se importam com um projeto bem detalhado e, além de tratar seu trabalho como uma comodity, pagam pouco e apenas após o desenho entregue, isso pode ser um problema. Você fará um esforço inicial grande, na fase inicial da modelagem, e precisa receber por isso. Os desenhos são um produto final dessa fase. Com o DDS-CAD, por exemplo, é possível chegar a um nível de detalhamento de pré-fabricação das instalações prediais elétricas, hidráulicas e ventilação. Se o seu cliente fica feliz só com um desenho básico, já que na obra o encarregado resolve, talvez você precise conquistar melhores clientes.
Dizem que “se conselho fosse bom, se vendia, não se dava”, mas se você ainda não implantou o BIM na sua empresa, ou ele não está funcionando da maneira que esperava, é melhor corrigir isso agora, enquanto há tempo.
Já falou com um de nossos especialistas?
Retorno sobre investimento – Cálculo de ROI
O investimento em um novo software, método ou treinamento é simples de calcular. Você vai conviver com a sua decisão por um bom tempo, então os retornos no longo prazo são mais relevantes do que o investimento feito até agora.
Imagine uma viagem de São Paulo até o Rio de Janeiro. Você pode fazê-la em poucas horas usando um BMW X1, rodando confortavelmente, com total segurança e alta confiabilidade, certo? Mas também é possível fazer a mesma viagem usando um Fiat Mobi Easy, sem direção hidráulica, vidros elétricos ou ar-condicionado. Você vai chegar lá.
O problema é quando se tenta comparar categorias diferentes, por exemplo, um carro e um barco com motor de popa. De barco, você também vai chegar até o Rio de Janeiro. Basta descer o rio Tietê até próximo de Ilha Solteira, depois descer pelo rio Paraná até o rio da Prata, virar à esquerda em Punta del Este e subir a costa brasileira.
A princípio, o investimento inicial no barco é muito menor, mas a distância percorrida e o tempo para se atingir o objetivo é muito maior.
Vejo muita gente fazendo um esforço enorme em um caminho cheio de curvas ao invés de focar no objetivo e na forma mais direta, lembrando que o recurso mais escasso, de qualquer empresa ou pessoa, é o tempo.

Se você acha caro investir em tecnologia, já calculou o custo com retrabalho?
O investimento em um novo software, método ou treinamento é simples de calcular. Basta pedir uma proposta, fazer algumas estimativas sobre o tempo necessário para implementar as mudanças e rapidamente teremos uma ordem de grandeza.
Calcular os custos associados aos retrabalhos e outros desperdícios de tempo no seu processo atual é bem mais complicado. Uma das razões é que, do ponto de vista pessoal, já fazemos as coisas da forma mais eficiente possível. Já dedicamos tanto tempo a melhorar o processo atual que é difícil enxergar que a realidade mudou e que existem formas mais eficientes de trabalhar.
É comum encontrar empresas que fazem o projeto, depois precisam “passar a limpo” criando o modelo BIM. Fazem dois projetos, mas o cliente só paga por um. Além disso, o seu cliente paga por todas as revisões? Paga pelos custos para alterar manualmente dezenas de desenhos e para conferir tudo novamente? Provavelmente só uma parte, não é mesmo?
Calcule novamente o quanto essa situação vem drenando o recurso mais valioso da sua empresa, o tempo. Trabalhar com o SCIA Engineer, o Allplan Engineering, IDEA StatiCa ou o SDS2 pode economizar muito dinheiro para você, hoje.

O Ponto de Não Retorno
Esta é uma expressão usada na aviação que define um ponto, ao longo da rota de uma aeronave, além do qual não haverá autonomia para permitir seu regresso à base. Não sou piloto, mas todos nós já vivemos situação parecida. Você já andou muito em uma direção, tem alguns problemas, começa a avaliar as opções e não sabe se deve continuar até o final ou começar novamente.
Quais são os pensamentos que temos nesse momento:
Já investi muitos recursos (tempo e dinheiro) até aqui;
Ainda tenho problemas, mas o mais difícil ficou para trás;
Agora estou quase chegando lá;
Achava que tinha feito a melhor opção, então o melhor é continuar;
O que vão pensar de mim?
Essa situação pode se aplicar a um relacionamento, ao seu trabalho, ao conserto do carro usado ou à escolha de um software. É difícil encontrar a melhor resposta quando colocamos todas as variáveis juntas, as que têm impactos de curto e longo prazo.
Ao contrário de um voo, mesmo errando, o resultado não será tão catastrófico. Então, pense melhor. Está tendo problemas? Você pode experimentar outro software ao mesmo tempo. Você vai conviver com a sua decisão por um bom tempo, então os retornos no longo prazo são mais relevantes do que o investimento feito até agora.

Como calcular o retorno sobre o investimento em softwares para engenharia?
Faça uma estimativa, ainda que preliminar, do percentual de aumento de produtividade que a sua equipe teria após o domínio da nova ferramenta. Agora, o mais importante, calcule quanto ela vale por mês, ou por hora. Não quanto ela custa, mas quanto ela vale. Você sabe o esforço necessário para montar e manter uma equipe bem qualificada. Este recurso humano é o ativo mais precioso de qualquer organização e, normalmente, é o limitante para o crescimento do faturamento das empresas.
Para calcular o valor mensal da equipe, e não seu custo, é só dividir por 12 o faturamento anual produzido por ela em condições normais. Multiplique este valor pelo percentual de aumento de produtividade estimado. Compare com o valor a ser investido em licenças de software, treinamentos, customizações, programações adicionais, consultorias, horas dedicadas da sua equipe na nova implementação, equipamentos, se for o caso, e verifique quanto tempo é necessário para pagar o retorno desse investimento.
A maioria absoluta dos estudos de retorno sobre investimento que fiz demostraram que o investimento em tecnologia para melhorar os processos de engenharia são sempre mais rápidos do que se imagina. Quando você faz a opção por ferramentas maduras, prontas para usar e com um bom suporte técnico para ajudar nos primeiros passos, você muda o futuro da sua empresa.